Quase metade dos novos infetados regressaram de férias no estrangeiro
Quase metade dos novos infetados regressaram de férias no estrangeiro
Após a queda acentuada de infeções pela covid-19 verificada nas últimas três semanas no Luxemburgo, os casos estão de novo a aumentar. Na última semana registou-se um crescimento do número de pessoas com teste positivo para COVID-19 e do número de contactos identificados, alerta o relatório de 17 a 23 de agosto sobre a doença no Luxemburgo do Ministério da Saúde.
O regresso de férias no estrangeiro é agora a principal causa da infeção pelo novo coronavírus. “Do total de 334 casos positivos na semana em questão, 163 casos estão relacionados com viagens ao exterior. Podemos perceber que a proporção de casos que retornam das férias aumentou significativamente, chegando a quase metade (47%) de todos os casos positivos”, lê-se no referido relatório ontem divulgado.
Nele, o Ministério da Saúde alerta que “o cumprimento das instruções sanitárias mesmo durante as férias no exterior é um elemento essencial da política de combate à propagação do vírus”.
Mais infeções e contágios
Na semana passada foram registadas 334 novas infeções, além de 2.070 contatos, contra 249 novas infeções e 1.827 contatos na semana anterior.
Os especialistas e o próprio Ministério da Saúde já temiam este aumento de casos após o regresso de férias, considerando este acontecimento como um dos riscos de uma “potencial vaga da epidemia”.
Faça o teste gratuito
Para combater a propagação da epidemia, as autoridades convidam todos os viajantes que regressam de férias a realizar o teste de despistagem do SARS-Cov-2 gratuitamente, ou no centro de testagem do aeroporto FIndel, para quem viaja de avião, ou através da inscrição no site do MyGuichet.lu (clique aqui) ou ainda pelo médico do centro de saúde, para os casos dos residentes que regressaram ao país por via terrestre.
Família é o segundo foco contágio
A seguir a este retorno de férias, a família é o segundo principal foco de contaminação. Do total de casos, “58 casos (17%) são provavelmente de contaminações intrafamiliares e 10 casos (3%) estão relacionados a comemorações com familiares ou amigos”, indica o documento. Quanto aos restantes casos, 28 casos são de 3 grupos de infeções ativas identificados (empresas, residências coletivas).
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