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Professor condenado a 8 anos de prisão suspensa por violação de menor
Luxemburgo 3 min. 01.08.2020

Professor condenado a 8 anos de prisão suspensa por violação de menor

Professor condenado a 8 anos de prisão suspensa por violação de menor

Foto: DR
Luxemburgo 3 min. 01.08.2020

Professor condenado a 8 anos de prisão suspensa por violação de menor

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Mãe da vítima que cometeu suicídio após abuso considera que "não foi feita justiça".

Um ex-professor da Escola Técnica Superior de Bonnevoie (LTB), foi a julgamento acusado de ter tido relações sexuais com adolescentes que conheceu na Internet. Segundo a sentença, será obrigado a submeter-se a tratamento e cumprirá oito anos de pena suspensa na sua totalidade.

O homem de 40 anos,  está também proibido durante dez anos de trabalhar no serviço público, de ensinar ou de trabalhar numa instituição de ensino. A idade dos adolescentes que terá conhecido na Internet, numa plataforma de namoro para homossexuais, variou entre os 15 e 17 anos de idade. 

Segundo o Le Quotidien, foram contadas 14 vítimas e apenas uma não foi possível identificar. Pelo menos um dos rapazes não teria atingido a idade de 16 anos na altura. Por conseguinte, ele não poderia dar o seu consentimento, e por isso teria sido violado. 

Por acaso, um aluno da LTB tinha reconhecido o seu professor no site de encontros. No entanto, este recusou-se a encontrar-se com ele. 

Na sua acusação, o professor Laurent Seck,  descreveu-o como "predador sexual". O arguido foi ainda acusado de incitar menores à prostituição, pagando-lhes pelos seus serviços sexuais e transmitindo mensagens pornográficas. "Ele escolheu menores. É mais fácil e mais barato do que ir para prostitutos adultos do sexo masculino.", apontou Seck citado pelo mesmo jornal.


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Os pais e irmãos de uma das suas vítimas, que morreu por suicídio após o abuso, obtiveram uma indemnização de 3.000 euros. Um valor muito díspar dos 320.000 euros inicialmente reclamados por Michel Karp, em representação dos pais e irmãos da vítima, no final de novembro. No entanto, o tribunal excluiu todos os pedidos de indemnização pela perda de um ente querido. O que os juízes tomaram em consideração foi o ferimento ex haerede. "A responsabilidade pela morte não recai sobre a pessoa de 40 anos", disse Sébastien Lanoue, advogado de defesa do professor.  Além disso, foram atribuídos 3.500 euros em indemnizações processuais.

O caso tinha surgido durante o outono de 2016 quando o professor que trabalhava na Escola Técnica Superior de Bonnevoie (LTB), onde era também assistente de gestão, foi colocado em prisão preventiva. 

Segundo o Le Quotidien, o Ministério Público tinha pedido dez anos de prisão.  No final, a 9ª divisão criminal considerou que o prazo razoável tinha sido ultrapassado. "Por aplicação de circunstâncias atenuantes, condenou-o, na tarde de quinta-feira, a oito anos de prisão. A sentença é suspensa na sua totalidade. Colocado em liberdade condicional durante cinco anos, o homem de 40 anos é obrigado a submeter-se a tratamento psicológico, de acordo com as suas tendências", lê-se no mesmo jornal. 

 O caso tinha sido objeto de uma pausa nas deliberações a 15 de Janeiro. "A fim de permitir ao tribunal pesar a sentença de forma mais justa", o advogado do arguido enviou as conclusões do seu neuropsiquiatra após o encerramento da audiência. 

Enquanto a defesa fala de uma "mensagem de encorajamento, acompanhamento", assinala que existem contudo "condições: é ordenado um acompanhamento por um período de cinco anos". No entanto, a família das vítimas não se mostraram satisfeitas com a sentença. 

"O meu filho desapareceu, a minha dor permanece", disse a mãe do rapaz que cometeu suicídio, citada pelo mesmo jornal.  Presente no pronunciamento com parte da família, a mãe, emocionada, também reagiu à saída "não foi feita justiça. Estas são crianças tinham entre os 13 e 17 anos de idade. Somos todos pais. Eu perdi o meu por causa disto". 

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