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Procuram-se 9.400 trabalhadores para a indústria manufatureira
Luxemburgo 06.11.2019

Procuram-se 9.400 trabalhadores para a indústria manufatureira

Procuram-se 9.400 trabalhadores para a indústria manufatureira

Foto: Peggy Conrardy
Luxemburgo 06.11.2019

Procuram-se 9.400 trabalhadores para a indústria manufatureira

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
Só na construção civil são precisos mais cinco mil trabalhadores. Para atrair mão de obra estrangeira, a Câmara dos Ofícios propõe que as empresas do setor privado possam construir alojamentos para os seus trabalhadores, beneficiando de subsídios públicos.

São precisos cerca de 9.400 trabalhadores nos próximos 12 meses para fazer funcionar a indústria manufatureira, que emprega atualmente mais de 88.000 pessoas. A conclusão é da Câmara dos Ofícios (Chambre des Métiers, na designação original em francês) e resulta de um estudo realizado junto das 7.500 empresas do setor.

A indústria manufatureira é apelidada no Luxemburgo de "artesanato" e abrange 121 atividades que englobam trabalhos manuais em setores tão diversificados como o da alimentação, moda, saúde, mecánica, construção e comunicação.

À Rádio Latina, o diretor da Câmara dos Ofícios, Tom Wirion, sublinhou que o setor em que há mais procura de mão de obra é no da construção civil. Há necessidade de recrutar 5.000 trabalhadores nos próximos 12 meses.

A penúria de mão de obra, qualificada e não qualificada, na construção civil acentuou-se, há ano e meio, com a construção maciça de infraestruturas. Mas a crise de recrutamento na indústria manufatureira é geral. Nos próximos 12 meses serão necessários, por exemplo, 1.786 mecânicos.


Penúria de mão de obra: Federação dos Artesãos quer dar trabalho a requerentes de asilo (C/ÁUDIO)
Penúria de mão de obra: Federação dos Artesãos quer dar trabalho a requerentes de asilo (C/ÁUDIO)

Atualmente, mais de metade dos 88.000 trabalhadores desta indústria moram nos países que fazem fronteira com Luxemburgo. Mas por culpa dos engarrafamentos diários “já não há muita gente disponível” em vir trabalhar para o Grão-Ducado.

Resta então recorrer, como de resto já é o caso, à mão de obra oriunda da emigração. O problema é que “apesar dos salários elevados, o custo de vida do Luxemburgo, sobretudo da habitação, é um entrave à emigração”.

Para atrair mão de obra estrangeira, a Câmara dos Ofícios propõe que as empresas do setor privado possam construir alojamentos para os seus trabalhadores, beneficiando de subsídios públicos.


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