Escolha as suas informações

Procuradoria afasta responsabilidade de nadadores-salvadores no caso de criança afogada em Grevenmacher

Procuradoria afasta responsabilidade de nadadores-salvadores no caso de criança afogada em Grevenmacher

Foto: Volker Bingenheimer
Luxemburgo 2 min. 07.02.2019

Procuradoria afasta responsabilidade de nadadores-salvadores no caso de criança afogada em Grevenmacher

Foi um dos três casos de afogamento que marcaram o verão passado: um menino de seis anos encontrado inerte no fundo da piscina municipal de Grevenmacher. Na altura, a Procuradoria abriu inquérito, mas o caso foi agora arquivado.

O trágico incidente aconteceu no dia 27 de julho, na piscina ao ar livre de Grevenmacher. Eram cerca das 16h quando um dos banhistas viu o corpo do menor, inerte, no fundo da piscina. Um nadador-salvador ainda tentou reanimar a criança até à chegada dos socorristas. O menor foi transportado para o hospital pediátrico de Strassen, em estado crítico, mas viria a falecer quatro dias depois.

Na altura, a Procuradoria abriu inquérito para apurar se houve negligência por parte dos funcionários da piscina municipal. Alguns dos banhistas que estavam no local nesse dia acusaram os nadadores-salvadores de "falta de profissionalismo". Um dos comentários publicados nessa altura na rede social Facebook, criticando a falta de organização, levaria mesmo o burgomestre de Grevenmacher a ameaçar processar a autora por difamação, noticiou então a RTL. 

O caso foi agora arquivado, informa em comunicado a Procuradoria, que afasta qualquer responsabilidade dos funcionários da piscina no caso. "Este inquérito não permitiu detetar um comportamento culposo ou negligência por parte dos nadadores-salvadores no local nem dos serviços de socorros", aponta a nota enviada à imprensa na quarta-feira.

Pai não se conforma

A notícia de que o processo foi arquivado chocou o pai do menor. Em declarações ao jornal luxemburguês Tageblatt, Maziyar Movafagh, de 45 anos, disse que quer explicações sobre a morte de Paydar, o filho de seis anos. "Quero saber quem tem culpa na morte do meu filho", disse o homem, que vive perto de Dusseldorf e está separado da mãe da vítima.

A mãe do menor vive no Luxemburgo, e era ela quem se encontrava na piscina no dia fatídico, conta o Tageblatt. Pouco depois das quatro horas, o menor entrou na piscina, num dia de calor intenso em que o local acolheu mais de mil visitantes. Pouco depois do acidente, testemunhas a viver na Alemanha disseram ao jornal Trierische Volksfreund que os nadadores-salvadores não prestaram suficiente atenção à piscina para impedir o acidente, recorda o Tageblatt. 


Funcionários do lago onde Puto G se afogou demoraram quase uma hora a chamar o 112
O 'rapper' português Puto G tinha acabado de chegar ao lago de Remerschen quando se afogou. Eram 15h40 quando Inês Varela, uma das amigas, o viu mergulhar e desaparecer à sua frente. Os amigos pediram insistentemente ajuda aos funcionários do lago, mas estes só ligaram para o 112 quase uma hora depois de o português se afogar.

No verão passado, pelo menos três pessoas morreram afogadas no Luxemburgo, duas das quais no lago de Remerschen, incluindo o rapper português Puto G. Uma investigação do jornal Contacto à morte do músico português levou a Procuradoria do Luxemburgo a abrir inquérito por omissão de auxílio.


Notícias relacionadas

Puto G: Governo diz que não há legislação para garantir segurança em lagos
O Ministério da Administração Interna do Luxemburgo diz que "não há legislação" para garantir a segurança nos lagos e zonas balneares do Grão-Ducado. As únicas regras dizem respeito à qualidade e salubridade da água, mas não contemplam a segurança dos banhistas. A informação surge depois de o Contacto ter questionado o ministro Dan Kersch sobre a segurança do lago de Remerschen, onde já morreram afogadas duas pessoas no espaço de um mês, incluindo o rapper português Puto G.
Foi aqui, a escassos metros da zona de diversões aquáticas explorada pela autarquia, que o rapper português Puto G se afogou.
O monstro do lago Remerschen: novo afogamento põe em causa segurança
Há um monstro no lago de Remerschen, como na lenda do Loch Ness? No domingo morreu mais um homem afogado no local onde há um mês se afogou o rapper português Puto G, e as dúvidas multiplicam-se sobre a segurança do local. A estância balnear é explorada pela autarquia de Schengen, que cobra entrada. Apesar disso, não tem um único nadador-salvador no recinto, como apurou o Contacto. As algas que infestam o lago também dificultam os socorros e podem contribuir para o risco de afogamento, denuncia um responsável da proteção civil. A autarquia diz que há placas a dizer que o lago não é vigiado e que os visitantes "nadam por sua conta e risco". Mas será que um cartaz chega para descartar as responsabilidades?