Escolha as suas informações

Principal acusado de confrontos entre grupos rivais arrisca 10 anos de prisão
A perseguição entre os grupos parou na rue du Brill, em Esch.

Principal acusado de confrontos entre grupos rivais arrisca 10 anos de prisão

Foto: Guy Wolff
A perseguição entre os grupos parou na rue du Brill, em Esch.
Luxemburgo 2 min. 13.06.2018

Principal acusado de confrontos entre grupos rivais arrisca 10 anos de prisão

O caso remonta a fevereiro de 2012, mas só agora está a ser julgado. Em causa estão violentos confrontos, com tentativa de homicídio, entre dois grupos rivais de jovens de origem cabo-verdiana.

O Ministério Público pede 10 anos de prisão, por tentativa de homicídio, para o principal acusado de uma violenta rixa entre dois grupos rivais. O processo, que começou a 28 de maio, terminou na passada quarta-feira e a sentença vai ser conhecida no dia 6 de julho. Ao todo há 12 acusados, atualmente entre os 25 e os 33 anos.

A história resume-se a cerca de duas horas de violência envolvendo cenas de pancadaria com facas, tacos de beisebol, cabos elétricos, catanas, garrafas partidas e perseguição automóvel em várias ruas de Esch-sur-Alzette.

A violência da noite de 11 de fevereiro de 2012 parece ter sido o acumular de casos de vingança geradas por incidentes “territoriais” entre elementos do “grupo Semedo” (apelidado pela polícia), de ascendência cabo-verdiana e provenientes na sua maioria de Portugal, e elementos do “grupo Shine” (apelidado pela polícia), também de origem cabo-verdiana, portuguesa e luxemburguesa quase todos de Esch-sur-Alzette.

Para os investigadores, os dois grupos não tinham hierarquia nem intenções de criminalidade, mas o que se passou naquela noite entre os “de cá” e os “estrangeiros” poderia ter terminado em tragédia.

O caso teve início à meia-noite e meia à frente de um café na Avenue de la Gare, em Esch. Um elemento do grupo Shine terá partido uma garrafa na cabeça de Semedo, golpeando-o de seguida com a garrafa nas costas. Amigos de Semedo receberam telefonemas, com informação errada de que este teria morrido e dirigiram-se a Esch para vingar Semedo.

Duas horas depois, às 2h30 da noite, dois carros do grupo Semedo perseguem uma viatura do grupo Shine por várias ruas da metrópole do ferro. Acabam por parar na Rue du Brill, perto de um conhecido talho. Shine é atacado por mais de 10 elementos do grupo Semedo. Recebe quatro facadas nas costas, pancadas com tacos de basebol e outros golpes.

Quando Shine corria perigo de vida, o seu amigo Léandre investiu com o carro contra o grupo Semedo para os dispersar. A viatura acabou contra um muro, sem ferir ninguém e a briga acabou ali.

Terá sido à frente deste café que começaram as altercações.
Terá sido à frente deste café que começaram as altercações.
Foto: Guy Wolff

Penas com atenuantes

Quanto às penas pedidas, a procuradoria teve em conta os seis anos que passaram depois dos factos e a mudança de vida de alguns dos acusados, que agora trabalham e têm filhos.

Para o principal acusado, Semedo, preso na Suíça por outro caso, são pedidos 10 anos de prisão, por tentativa de homicídio contra Shine.

Ainda no grupo Semedo pede-se dois anos de prisão, com coima, para Rui (golpes e ferimentos com os pés na cabeça de Shine); 18 meses de prisão para Snoobs (golpes com arma branca); nove meses para Delson (golpes com cabo de alta tensão); nove meses com pena suspensa para Kadafi (golpes com tacos de basebol); seis meses com pena suspensa e coima para Mandela (golpes) e coima para Pekapa (ameaça com arma de eletrochoque). Para Cheker e Nito pede-se absolvição.

Do outro grupo, pede-se multa para Shine (ameaça com catana) e absolvição para Goma e Léandre. Lux ainda não foi detido.

H.B./ S.R.


Notícias relacionadas

Mais um caso de violência entre cabo-verdianos nos tribunais
O caso envolve quatro pessoas: dois acusados, uma vítima e uma testemunha. Os dois arguidos, de 22 anos e residentes em Wiltz, respondem à acusação de tentativa de homicídio com golpes de faca contra um jovem de Villerupt, do lado da fronteira francesa. A acusação pede uma pena de 14 anos de prisão.