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Presidente dos garagistas quer resolver problema da mobilidade
Philippe Mersch, presidente da Federação dos Garagistas Luxemburgueses (Fegarlux), congratulou-se pelo aumento de 7,16% na venda de automóveis no Grão-Ducado no primeiro trimestre.

Presidente dos garagistas quer resolver problema da mobilidade

Foto:Guy Jallay
Philippe Mersch, presidente da Federação dos Garagistas Luxemburgueses (Fegarlux), congratulou-se pelo aumento de 7,16% na venda de automóveis no Grão-Ducado no primeiro trimestre.
Luxemburgo 3 min. 25.04.2018

Presidente dos garagistas quer resolver problema da mobilidade

Philippe Mersch, presidente da Federação dos Garagistas Luxemburgueses (Fegarlux), congratulou-se pelo aumento de 7,16% na venda de automóveis no Grão-Ducado que se verificou no primeiro trimestre de 2018, sucesso ligado aos dez dias do tradicional Festival Automóvel, realizado entre 27 de janeiro e 5 de fevereiro.

“As expetativas positivas que tínhamos antes do último Festival acabaram por confirmar-se na íntegra”, lança o presidente da Fegarlux. “O certame acabou por ser um grande sucesso para a maioria das marcas representadas, pois os números traduziram-se num primeiro trimestre excecionalmente bom. Março é o primeiro mês no qual pode ser aferido o número de vendas do Festival Automóvel, já que as entregas aos clientes demoram, normalmente, entre um e cinco meses”, precisa.

Depois do recorde de vendas verificado no ano passado, 2018 promete voltar a ser um ano bastante positivo, como testemunham os números de matrículas (14.296) do primeiro trimestre. Um crescimento que Philippe Mersch explica fundamentalmente pelo grande “interesse que as pessoas têm demonstrado em adquirir carros mais modernos e menos poluentes”.

Outro dos fatores decisivos para o crescimento das vendas verificado no primeiro trimestre e apontado por Mersch é “a vitalidade da economia do país”, sem esquecer “o aumento da população”. Para o responsável máximo da Fegarlux, “o aumento de vendas tem-se verificado não só no Luxemburgo, mas também na Europa, de uma forma geral, apesar de os números serem mais baixos. As tendências apontam para um aumento do número de veículos a que não será alheia a renovação do parque automóvel, com uma gama de carros diversificados, menos poluentes e também mais acessíveis”, explica.

As vendas de carros elétricos, híbridos ou plug-in tiveram um aumento considerável no último ano e as perspetivas quanto ao futuro são risonhas, estimando-se que o número de veículos em circulação no final de 2018 ultrapasse os três milhões de unidades no mundo inteiro. Apesar das tendências, Philippe Mersch acredita que “a transformação não é para já”, mas que “se fará gradualmente”. O presidente da Fegarlux diz que “o mercado dos veículos a gasolina e diesel também vai sofrer modificações porque existe necessidade de adaptação ao consumidor. Apesar de, no Grão-Ducado, o incentivo fiscal na compra de veículos elétricos ser um dos maiores entre os vários países que o fazem à escala mundial, o futuro reserva um misto de motorizações”, indica.

Sobre o mercado dos veículos a diesel que muitos dizem estar em declínio e mesmo comprometido num futuro próximo, Mersch mostra alguma desconfiança e apresenta números, mantendo, no entanto, uma posição neutra quanto às escolhas que considera serem da responsabilidade dos clientes: “É verdade que, nos últimos anos, o mercado no país tem estado virado maioritariamente para os veículos a diesel, talvez em excesso. No entanto, e apesar da diminuição verificada nos últimos meses, os números do primeiro trimestre mostram que as vendas de carros a diesel representam 52% do total das novas matrículas no país. Acredito que os veículos a diesel têm futuro, aliás como o confirmam os próprios construtores. É importante perceber que as motorizações térmicas (gasolina e gasóleo) continuam a fazer esforços na redução de CO2 e que o parque automóvel se tem renovado consideravelmente. Mas a posição da Fegarlux é neutra. Existe mercado para todos os gostos e razões várias para as escolhas dos clientes”, precisa.

Sobre os novos desafios que o mercado automóvel luxemburguês vai enfrentar nos próximos anos, a mobilidade é, para o presidente da Fegarlux, um tema fundamental.

“A congestão frequente das estradas no Luxemburgo é um problema que precisa de ser resolvido com urgência, e isso passa, também, pela consciência de como cada um de nós utiliza o seu veículo. É necessário ir de carro para comprar o pão a 500 metros? Não posso ir a pé ou de bicicleta? Não será preferível sairmos da nossa zona de conforto e ir para o trabalho de transportes públicos? Estes são alguns desafios que todos temos de enfrentar e resolver juntamente com o Governo, com o qual temos realizado algumas reuniões. A nossa responsabilidade, enquanto federação, é tentar fazer tudo para que a venda de veículos possa satisfazer as necessidades de cada um”, resume.

Á. Cruz

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