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Próximo inverno no Luxemburgo será sem máscara ou certificado
Luxemburgo 2 min. 17.08.2022
Covid-19

Próximo inverno no Luxemburgo será sem máscara ou certificado

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Próximo inverno no Luxemburgo será sem máscara ou certificado

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 17.08.2022
Covid-19

Próximo inverno no Luxemburgo será sem máscara ou certificado

Yannick HANSEN
Yannick HANSEN
O Governo do Grão-Ducado armazenou testes no caso de surgirem novas estirpes do vírus, mas não prevê a implementação de medidas específicas, segundo a ministra da Saúde.

O Luxemburgo deverá escapar à necessidade de mais restrições covid-19 neste outono e inverno se a variante atual, menos letal do que a Omicron, prevalecer, disse a ministra da Saúde Paulette Lenert esta terça-feira, acrescentando que o governo acumulou testes para se preparar para a propagação de novas estirpes.

"Se a atual variante Omicron permanecer dominante no outono, talvez não tenhamos de fazer muito", afirmou Lenert na terça-feira, em resposta a uma pergunta parlamentar da deputada da oposição, Martine Hansen, do CSV.

Durante os meses mais frios, o vírus tende a espalhar-se mais facilmente, já que as pessoas se juntam em espaços fechados.


Covid-19. Autoridades já estão a trabalhar na campanha de vacinação do outono
Mais doses deverão chegar ao Grão-Ducado já em setembro.

Isto levou o Luxemburgo a decretar uma variedade de medidas de combate à pandemia nos dois últimos invernos, incluindo recolher obrigatório, certificado de vacinação e o uso de máscara. Esta parece ser uma perspetiva improvável por agora, segundo Lenert.

No entanto, se a variante atual der lugar a uma mais letal, terão de ser tomadas medidas, reconheceu a ministra.

Estas incluem auto-testagem em grande escala, para a qual o governo adquiriu três milhões de testes rápidos, bem como testes direcionados em hospitais, lares e escolas.

Segunda dose de reforço depende de vacina adaptada

O principal conselheiro médico do governo, Jean-Claude Schmit, disse em julho que o regresso das máscaras faciais e a exigência de apresentar certificado de vacinação poderia ser uma possibilidade no final do ano. 

Os meses de verão, que não registaram qualquer pico significativo nas taxas de covid, levaram o governo a anunciar o arquivamento de um mandado de vacinação para as pessoas com 50 ou mais anos de idade. 


Manifestação anti-vacinas.
Crise sanitária marcou ações da polícia grã-ducal em 2021
Além dos controlos, a polícia teve de acompanhar múltiplas manifestações, organizadas aos fins-de-semana, sobretudo protestos contra as medidas sanitárias decretadas pelo Governo.

As pessoas com 60 anos ou mais podem agora receber uma segunda dose de reforço, mas isto não é recomendado para os profissionais de saúde, referiu Lenert. Para este grupo, a Omicron representa menos risco, até porque já têm uma "boa" imunidade devido às doses da vacina e infeções anteriores.

É "provável" que uma segunda dose de reforço seja recomendada à população em geral - incluindo os profissionais de saúde -, se uma nova vacina adaptada à Omicron ficar disponível, acrescentou Lenert. Esta semana, o Reino Unido tornou-se o primeiro país a aprovar o dose modificada.

Espera-se que as novas vacinas cheguem ao Luxemburgo em setembro, disse à RTL Luc Feller, responsável pelo seu fornecimento, na semana passada. O Luxemburgo encomendou 500.000 doses da vacina Moderna e 260.000 da vacina Pfizer-BioNTech, que deverão ser entregues até ao final do ano.

(Este artigo foi originalmente publicado na edição inglesa do Luxemburger Wort.)

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Ainda não se sabe se uma terceira dose da vacina anticovid-19 vai ser necessária, mas se for o caso, o Luxemburgo está preparado para esse facto. A garantia é dada pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, numa resposta parlamentar ao deputado do ADR, Jeff Engelen.