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Portugueses querem trabalhar para o Grão-Duque
Luxemburgo 9 2 min. 27.11.2020 Do nosso arquivo online

Portugueses querem trabalhar para o Grão-Duque

Portugueses querem trabalhar para o Grão-Duque

Luxemburgo 9 2 min. 27.11.2020 Do nosso arquivo online

Portugueses querem trabalhar para o Grão-Duque

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A corrida às 15 novas vagas de emprego na Casa Grão-Ducal foi grande e entre as 900 candidaturas apresentadas várias são de nacionalidade portuguesa.

Em três semanas choveram candidaturas às 15 novas vagas de emprego da Casa do Grão-Duque, gerida pela Marechal da Corte, Yuriko Backes. Entre elas várias são de portugueses que desejam trabalhar para a realeza do Luxemburgo.

Ao todo concorreram 900 pessoas às 15 vagas, metade das quais destinadas não só a luxemburgueses, mas aos cidadãos dos países da União Europeia, e entre eles portugueses, como confirmou ao Contacto a Casa Grão-Ducal.

“Existem de facto candidaturas de pessoas de nacionalidade portuguesa, tal como existem candidaturas de pessoas de outros países da União Europeia. Com efeito, com exceção dos postos de diretor reservados aos nacionais, os outros postos recentemente publicados estão abertos aos nacionais da União Europeia”, explicou.

“Há também candidatos com dupla nacionalidade portuguesa e luxemburguesa, tal como há pessoas de origem portuguesa que têm nacionalidade luxemburguesa”, contudo é difícil avaliar o número destas candidaturas, uma vez que a seleção não é feita com base na nacionalidade dos candidatos”, precisou ao Contacto a assessoria da Marechal da Corte.


Concorreram cerca de 900 pessoas para trabalhar na corte grã-ducal
O concurso para 15 vagas foi lançado em outubro e teve muitas centenas de pessoas a candidatarem-se, segundo informações dadas esta quinta-feira por Yuriko Backes, Marechal da Corte.

Imigrantes já trabalham para a realeza

Atualmente, a corte já tem no seu quadro de pessoal “cidadãos portugueses ou de origem portuguesa, quer como trabalhadores quer como funcionários”.

As candidaturas  já encerraram estando agora a ser analisadas para a escolha dos melhores candidatos a cada uma das novas funções. 

Apesar da estima que o Grão-Duque Henri e a Grã-Duquesa Maria Teresa têm pelos portugueses, quando se trata de contratar funcionários não há preferências, o que “se tem em conta são as qualidades e competências individuais de cada pessoa ao serviço da Corte na sua área específica”, frisou.

Nova Casa Grão-Ducal

Recorde-se que a Casa Grão-Ducal é uma nova instituição criada pelo Primeiro-ministro Xavier Bettel na sequência do polémico relatório Waringo e que pretende trazer "mais clareza e transparência" ao funcionamento da Corte.  

As 15 vagas abertas destinavam-se a vários serviços, como recursos humanos, comunicação, arquivos, lavandaria ou biblioteca. Uma das vagas é para diretor do gabinete da Marechal da Corte, Yuriko Backe. 


OE 2021 prevê 17,5 milhões de euros para a corte grã-ducal
A maior fatia do orçamento disponibilizada para a Casa do Grão-Duque destina-se ao pagamento de salários.

Quase todos os cargos exigem o domínio das três línguas do país – luxemburguês, francês e alemão – e ainda inglês. Alguns serviços, como é o caso da lavandaria, pedem apenas luxemburguês e francês.  Todos os candidatos devem fazer parte da função pública ou preencher as condições de admissão à função pública.

 Esta operação de recrutamento responde a "necessidades prementes", e "oito das vagas [abertas a concurso] correspondem a lugares destinados a pôr em prática o novo organigrama", como disse a Marechal da Corte numa entrevista à rádio 100,7.

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