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Portugueses possuem o maior risco de cair na pobreza
Luxemburgo 21.10.2020

Portugueses possuem o maior risco de cair na pobreza

Portugueses possuem o maior risco de cair na pobreza

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 21.10.2020

Portugueses possuem o maior risco de cair na pobreza

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Do total de residentes do Luxemburgo em perigo de viver abaixo do limiar da pobreza, 30% são portugueses.

 Do total de residentes do Luxemburgo em perigo de viver abaixo do limiar da pobreza, 30% são portugueses. O alerta é relatado no novo relatório do Statec “Coesão Social e Trabalho”, no País em tempos de pandemia. Os portugueses são a nacionalidade estrangeira residente no Luxemburgo mais exposta à pobreza e “em maior risco de se tornar pobre”. 


"Aconselho os imigrantes em situação frágil, sem emprego e a viver de ajudas a ponderar regressar para Portugal"
António Gamito, Embaixador de Portugal no Luxemburgo apela a portugueses que contactem a Embaixada para que possam ser apoiados no repatriamento para Portugal.

Esta é uma das conclusões do relatório. “Existe uma representação elevada de pessoas de nacionalidade portuguesa entre os pobres, a sua percentagem é de 27,4% entre as pessoas em risco de pobreza que afeta 14,9% da população total do País” nessa situação, lê-se no estudo do Statec.


Portugueses estão a passar fome no Luxemburgo
A pandemia trouxe o desemprego e o desespero de não ter dinheiro para alimentar os filhos. Nunca houve tantos casos, entre eles famílias que sempre “viveram decentemente” no país. O testemunho de quem teve de regressar a Portugal e o relato de quem está no terreno a ajudar estes imigrantes.

E o que significa viver abaixo do limiar da pobreza? “É viver com um rendimento mensal inferior a 1804 euros, por mês, no Luxemburgo”. Os jovens sozinhos, os estrangeiros e as famílias monoparentais são as mais expostas a este risco, vinca o Statec. 

Os portugueses surgem em primeiro lugar. A comunidade portuguesa é a maior do País, representando 15,2% da população total do Luxemburgo. Traduzido em números absolutos, em janeiro de 2020, dos 626.108 residentes no Grão-Ducado, 95.057 pessoas tinham nacionalidade portuguesa, indica o relatório.

“Mesmo antes da crise, o Luxemburgo era já um país com desigualdades crescentes e situações de pobreza terríveis, especialmente para famílias numerosas, famílias monoparentais, crianças e jovens, estrangeiros e pessoas com poucas qualificações”, frisa por seu turno a Caritas Luxemburgo no balanço da atividade da Corona Helpline.


Regressar a Portugal para não passar fome
Sem emprego, dinheiro, nem perspetivas de novo trabalho para conseguir "viver decentemente no Luxemburgo" há quem não "encontre outra alternativa senão voltar para a terra natal", conta Alice Santos, dos serviços sociais do C.A.S.A..

Em 2018, o Luxemburgo era “o segundo país da Europa com um maior número de trabalhadores pobres, 13,5% da população ativa do país”, percentagem que aumento com a crise da pandemia. “A Cáritas Luxemburguesa apela ao Governo para que faça maiores esforços na luta contra a pobreza e a desigualdade”, vinca o relatório. 

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