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Português no desemprego envia amigo à Adem. Acabam em tribunal
Luxemburgo 11.02.2020

Português no desemprego envia amigo à Adem. Acabam em tribunal

Português no desemprego envia amigo à Adem. Acabam em tribunal

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 11.02.2020

Português no desemprego envia amigo à Adem. Acabam em tribunal

Mário estava em Portugal, mas tinha de se apresentar na Adem para manter o subsídio de desemprego. Pediu a Armando para ir no seu lugar. Foram acusados.

A sessão do tribunal deste caso que envolve dois portugueses é contada pelo Le Quotidien. Segunda-feira Mário, de 36 anos e Armando, de 51 anos, apresentaram-se perante o juiz para justificar porque um se terá feito passar pelo outro, em maio de 2019, no balcão da Adem, em Differdange. 

Mário é acusado de ter prestado falsa declaração à Adem e Armando por se fazer passar em público por outra pessoa, com outro nome.

Na altura, Mário estava a receber subsídio de desemprego no Luxemburgo e como tal tinha de se apresentar, pelo menos, uma vez por mês, na Adem - Agence pour le Développement de L'Emploi, para continuar a receber as prestações.

Só que como estava em Portugal pediu ao amigo Armando para ir no seu lugar à apresentação mensal, disse ao juiz, citado pelo Le quotidien. Contudo, Mário deixou também ao amigo o seu cartão de identidade para Armando levar aquando da apresentação.

“Basta olhar para o cartão de identidade para perceber que não é a mesma pessoa”, disse o juiz.

Mário declarou que nunca pensou que o seu ato tivesse tais consequências, o de ir a tribunal. “Nunca pensei que o caso tomasse tal dimensão”, declarou.

"Não assinei nada"

Muito menos Armando que apenas fez um favor ao amigo. “Eu não assinei nada. Apenas dei a carte bleue [cartão de registo da ADEM] ”, garante este português de 51 anos. Porém, o juiz foi claro: “Aqui pouco importa se é um bom amigo. Não pode apresentar-se com o nome de outra pessoa, que não é o seu. Isto pode custar-lhe caro”.

Também a sua advogada recordou que Armando não tem qualquer cadastro criminal e pediu para que o seu cliente fosse ilibado, apesar da sua culpabilidade no caso.

Já no caso de Mário, o representante do Ministério Público pede uma pena de “trabalhos de interesse geral (TIG)”, segundo o Le Quotidien.

No entanto, só no dia 27 de fevereiro os dois portugueses conhecerão as suas penas, pois é neste dia que será lida a sentença.

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