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Portugal e Luxemburgo assinam cinco acordos para reforçar cooperação bilateral
Luxemburgo 10 2 min. 12.04.2017 Do nosso arquivo online

Portugal e Luxemburgo assinam cinco acordos para reforçar cooperação bilateral

Portugal e Luxemburgo assinam cinco acordos para reforçar cooperação bilateral

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 10 2 min. 12.04.2017 Do nosso arquivo online

Portugal e Luxemburgo assinam cinco acordos para reforçar cooperação bilateral

Portugal e Luxemburgo assinaram hoje cinco acordos de cooperação bilateral, nas áreas da ciência e tecnologia espacial, turismo, empreendedorismo e promoção da língua portuguesa, no âmbito da visita oficial do primeiro-ministro, António Costa, ao Grão-Ducado.

Portugal e Luxemburgo assinaram hoje cinco acordos de cooperação bilateral, nas áreas da ciência e tecnologia espacial, turismo, empreendedorismo e promoção da língua portuguesa, no âmbito da visita oficial do primeiro-ministro, António Costa, ao Grão-Ducado.

Na presença do chefe do Governo português e do primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, membros dos dois executivos assinaram ao final da manhã, no ministério de Estado do Luxemburgo, os memorandos de entendimento que visam reforçar a cooperação bilateral entre os dois países em diversos domínios.

Conheça os acordos assinados entre Luxemburgo e Portugal

Foto: Marc Wilwert

Ensino de português

O acordo sobre a promoção da língua e cultura portuguesas no Luxemburgo, assinado pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, e pelo ministro da Educação luxemburguês, Claude Meisch, visa incentivar a aprendizagem da Língua de Camões no ensino pré-escolar e a sua continuidade no ensino básico e secundário.

Na educação pré-escolar (ciclo 1), vai haver um reforço de professores de português, para assegurar o ensino bilíngue (português-luxemburguês). Atualmente há 10 escolas do ciclo 1 com professores de português. O ensino do português vai continuar nos ciclos 2 (primeiro e segundo anos), 3 (terceiro e quarto anos) e 4 (quinto e sexto anos), ou seja, com os cursos integrados ou com os novos cursos complementares. O curso complementar vai ser coordenado com as escolas, mas vai ter lugar fora do horário escolar, implicando uma sobrecarga horária para os alunos, como confirmou o primeiro-ministro António Costa.

“É verdade que no sistema complementar é preciso dispensar mais horas para se aprender a língua, mas também é verdade que é um sistema gratuito. Além disso, tem registo no boletim escolar e está em coordenação com a escola e o horário da escola. É uma oportunidade de aprender uma outra língua além das três línguas do sistema escolar luxemburguês”, disse o governante português quando questionado pelo Contacto.

O seu homólogo Xavier Bettel disse, por seu turno, em resposta à mesma questão e na mesma conferência de imprensa, ser natural que os portugueses queiram manter a sua língua materna e as suas raízes, mas lembrou que as comunas é que têm a última palavra também sobre estes cursos.

“Cabe às comunas gerir estes cursos no ensino primário. Se uma comuna pensa que deve haver curso complementar, não cabe a mim apresentá-lo”, disse Bettel, alertando que o luxemburguês “deve continuar a ser a língua de integração no país”.

Os outros quatro memorandos

Henrique de Burgo

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