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Portugal discute hoje colaboração com o Luxemburgo na área da Cooperação
Luxemburgo 3 min. 10.03.2016 Do nosso arquivo online

Portugal discute hoje colaboração com o Luxemburgo na área da Cooperação

A secretária de Estado da Cooperação encontra-se hoje com Romain Schneider, o ministro com a mesma pasta no Luxemburgo

Portugal discute hoje colaboração com o Luxemburgo na área da Cooperação

A secretária de Estado da Cooperação encontra-se hoje com Romain Schneider, o ministro com a mesma pasta no Luxemburgo
Foto: Manuel Dias
Luxemburgo 3 min. 10.03.2016 Do nosso arquivo online

Portugal discute hoje colaboração com o Luxemburgo na área da Cooperação

Portugal vai assinar acordos com a Cooperação francesa e alemã que prevêem a colaboração com aqueles países na ajuda ao desenvolvimento, uma possibilidade que pode vir a alargar-se também ao Luxemburgo, disse ao CONTACTO a secretária de Estado com a pasta, Teresa Ribeiro.

Portugal vai assinar acordos com a Cooperação francesa e alemã que prevêem a colaboração com aqueles países na ajuda ao desenvolvimento, uma possibilidade que pode vir a alargar-se também ao Luxemburgo, disse ao CONTACTO a secretária de Estado com a pasta, Teresa Ribeiro.

"Vamos assinar um memorando de entendimento com a França, e na sequência da minha visita na Alemanha, também com a agência de Cooperação alemã, que é uma agência poderosíssima", afirmou a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e  da Cooperação, que chegou ontem ao Luxemburgo para participar na inauguração das novas instalações do Centro Cultural Português no país

O objectivo é "trabalhar em projectos conjuntos ou em componentes diferentes do mesmo projecto", para que as intervenções dos países sejam "mais complementares e coerentes", disse Teresa Ribeiro.

A secretária de Estado está hoje no Luxemburgo para um encontro com o ministro da Cooperação, Romain Schneider, com quem também vai discutir a possibilidade de colaborar na ajuda ao desenvolvimento.

"Com o Luxemburgo é uma diligência semelhante: explorar oportunidades que sejam interessantes para os dois países e complementaridades", adiantou Teresa Ribeiro. "Temos boas indicações da vontade de cooperar mais com Portugal e é exactamente essa possibilidade que vamos abordar no nosso encontro".

Com o Grão-Ducado, a colaboração pode passar por "estabelecer programações que sejam complementares, para que os países, nas intervenções que fazem, o façam de uma maneira que tenha em conta o que o parceiro já está a realizar no terreno", uma forma de "evitar duplicação e intervenções que se excluam mutuamente", explicou Teresa Ribeiro. "Se alguém está a investir numa determinada componente que tem a ver com a educação, pode acrescentar-se uma componente que valorize o que já está a ser feito", exemplificou.

Outra possibilidade que vai ser discutida com o Governo luxemburguês é desenvolver projectos em comum, tal como vai acontecer com a França e a Alemanha. "Não excluímos a possibilidade com o Luxemburgo de termos também projectos em comum, tal como vamos fazer com a França e com a Alemanha", adiantou Teresa Ribeiro,  que defendeu "a 'expertise' portuguesa e a capacidade única de estabelecer pontes e intervir em áreas sensíveis" nos países em que Portugal está presente.

Um estudo da OCDE divulgado em Janeiro indica que o montante da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) disponibilizado por Portugal diminuiu consecutivamente nos últimos três últimos, ficando-se actualmente por 0,19% do PIB, o que levou a organização a instar o governo a aumentar aquele valor.

Questionada sobre a situação, Teresa Ribeiro disse que é necessário "diversificar" as fontes de financiamento.

"Nós não devemos ser irrealistas relativamente à capacidade que nos próximos anos o Estado vai ter em termos de mobilização de fundos públicos para a cooperação. O que temos de fazer é aquilo que já fazem muitos dos nossos parceiros na Europa, que é recorrer a instrumentos financeiros internacionais, utilizar mais os fundos comunitários e a cooperação delegada da União Europeia (...) e fundos financeiros privados", afirmou.

A secretária de Estado defendeu também que Portugal tem de ser "mais selectivo" nos países em que está presente para desenvolver projectos de ajuda ao desenvolvimento. "Temos de ser muitos mais selectivos nas áreas que elegemos para trabalhar e privilegiar muito as bolsas, que favorecem o intercâmbio e a perpetuação de laços entre os diferentes países", concluiu.


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