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Politólogo José Adelino Maltez : Marcelo “é uma espécie de anti-Cavaco, psicologicamente falando”

Politólogo José Adelino Maltez : Marcelo “é uma espécie de anti-Cavaco, psicologicamente falando”

Foto: Lusa
Luxemburgo 09.03.2016

Politólogo José Adelino Maltez : Marcelo “é uma espécie de anti-Cavaco, psicologicamente falando”

Marcelo Rebelo de Sousa “é uma espécie de anti-Cavaco, psicologicamente falando”, disse ao CONTACTO o politólogo José Adelino Maltez.

Marcelo Rebelo de Sousa “é uma espécie de anti-Cavaco, psicologicamente falando”, disse ao CONTACTO o politólogo José Adelino Maltez.

Para o politólogo, Marcelo será um presidente bem diferente de Cavaco, que se ”vinculou a uma concepção de poderes muito minimalista: quando o povo pedia mais intervenção, remeteu-se a discursos formais e não dialogou com os portugueses”. Isto justifica a impopularidade de Cavaco. “Foi muito tempo, dez anos como primeiro-ministro e depois mais dez como Presidente da República”, acrescenta o politólogo. “Não se trata bem de cansaço, mas é muito tempo“, remata.

Para José Adelino Maltez, não há dúvidas que Marcelo Rebelo de Sousa será um Presidente bem diferente, com uma postura diversa daquela pela qual Cavaco Silva optou.

“Marcelo é muito mais virado para fora, mais histriónico, daí a vitória esmagadora que teve”. A imagem será muito diferente da que Cavaco cultivou, que “foi a imagem de bom aluno”.

Em termos de desafios, o Presidente da República é o representante da identidade portuguesa e a sua principal função é manter a chamada da identidade. Esse é um dos principais desafios de Marcelo. Deverá ser dada uma especial atenção à relação de Portugal com a questão europeia, a integração com as comunidades portuguesas “naquilo a que se chama a República Portuguesa, que é muito difícil”.

Em termos políticos, o novo Presidente apoiará o Governo de Costa quando for necessário. José Adelino Maltez refere a polémica lançada pelo comissário europeu para os assuntos económicos, Pierre Moscovi. Na passada terça-feira, o comissário europeu disse que Portugal teria de aplicar mais medidas para controlar as contas públicas, vindo um dia depois desmentir e afirmar que mantém a confiança na capacidade do Governo português para integrar as recomendações do Eurogrupo e para executar o orçamento de 2016.

“Não tenho dúvidas de que neste caso, Marcelo Rebelo de Sousa apoiaria o executivo de António Costa”, diz José Adelino Maltez.

Paula Cravina de Sousa

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