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Polícia recorre a canhões de água para controlar manifestantes
Luxemburgo 9 3 min. 11.12.2021 Do nosso arquivo online
Protestos

Polícia recorre a canhões de água para controlar manifestantes

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Polícia recorre a canhões de água para controlar manifestantes

Foto: Christophe Olinger
Luxemburgo 9 3 min. 11.12.2021 Do nosso arquivo online
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Polícia recorre a canhões de água para controlar manifestantes

Redação
Redação
Novos confrontos entre manifestantes e polícia ocorreram este sábado, pelo segundo fim de semana consecutivo, em protestos contra as medidas anticovid decretadas pelo governo.

Na sequência dos distúrbios da semana passada, as manifestações deste sábado ficaram restringidas a um perímetro previamente definido, com os percursos a serem apenas permitidos entre Glacis e a Place de l'Europe. No entanto, os ânimos reacenderam durante os protestos e alguns manifestantes tentaram furar o cordão definido, levando a polícia a avançar com canhões de água para controlar a multidão.


Segundo o Luxemburger Wort, o protesto começou de forma pacífica, por volta das 14h30, com uma multidão de cerca de 500 pessoas (números da polícia) a concentrar-se no Glacis, onde se exibiram alguns cartazes contra as medidas anticovid e foram feitos alguns discursos. Mas, cerca de uma hora depois, um número significativo de manifestantes ultrapassou os limites do perímetro definido pelas autoridades, na Avenue de la Porte Neuve, tentando dirigir-se para o centro da cidade. O cordão policial reagiu empurrando os manifestantes para trás com a ajuda do reforço de outros agentes e "utilizando canhões de água depois de terem sido emitido vários avisos", referiu a polícia luxemburguesa em comunicado.

Eclodiram então confrontos entre os manifestantes e os agentes da autoridades, sendo que os primeiros terão arremessado garrafas e atirado petardos. Um agente da polícia foi atingido, mas não ficou ferido. Vários manifestantes foram identificados e detidos, acrescentaram as autoridades no mesmo comunicado. 

O Contacto confirmou também que a zona junto ao Parlamento foi vedada, com carrinhas da polícia de choque e vários agentes com escudos e cassetetes. As entradas dos mercados de Natal, que os manifestantes invadiram na semana passada, também foram resguardadas por um forte dispositivo policial e com barricadas de cimento para impedir a circulação de viaturas, tanto na Gëlle Fra como na Place d'Armes.

A manifestação tinha sido proibida no centro da cidade do Luxemburgo-Cidade, depois dos distúrbios causados no mercado de Natal, a 4 de dezembro.

Quase ao final da tarde, mesmo com um forte dispositivo policial ainda presente na zona Kirchberg, cerca de duas centenas de pessoas permaneciam ainda concentradas no Glacis, já com os ânimos mais serenados, a ouvir música e a dançar, num clima de festa, e rodeadas dos cartazes contra o CovidCheck e as medidas sanitárias, testemunhou o repórter do Contacto Ricardo J. Rodrigues.

Por volta das 16h30, a rotunda Schuman e a Avenue de la Porte-Neuve foram reabertas ao trânsito e a manifestação começou a dispersar-se.

Segundo o comunicado da polícia, alguns grupos de manifestantes deslocaram-se em direção ao centro da cidade e a situação mantém-se "tensa".

Várias unidades da polícia continuaram presentes em artérias da cidade para controlar eventuais incidentes. Por precaução, os mercados na Place d'Armes e na Place de la Constitution foram temporariamente fechados e a rotunda Schuman e a Avenue de la Porte-Neuve, bem como algumas ruas no centro da cidade, ficaram temporariamente inacessíveis, segundo a atualização feita pela polícia às 19h30.

Até às 17h, cerca de uma dezena de manifestantes "desordeiros" tinham sido identificados pela polícia. No total, mais de vinte pessoas foram intercetadas pela polícia até ao início da noite, altura em que a situação acalmou.

Ainda assim, informam as autoridades, a polícia continuará a estar presente nas ruas, nas próximas horas, para intervir se necessário. 

Está também prevista a mobilização de um forte dispositivo policial para as manifestações marcadas para este domingo.


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