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Polícia apreendeu notas falsas de 50 euros no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 09.09.2019

Polícia apreendeu notas falsas de 50 euros no Luxemburgo

Diretor da Polícia Judiciária portuguesa, Luís Neves, mostra as notas falsas apreendidas em Portugal durante a conferência de imprensa desta segunda-feira

Polícia apreendeu notas falsas de 50 euros no Luxemburgo

Diretor da Polícia Judiciária portuguesa, Luís Neves, mostra as notas falsas apreendidas em Portugal durante a conferência de imprensa desta segunda-feira
LUSA
Luxemburgo 3 min. 09.09.2019

Polícia apreendeu notas falsas de 50 euros no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Segundo a polícia portuguesa ainda pode haver notas falsas a circular na Europa nos próximos meses.

A polícia luxemburguesa apreendeu notas falsas que estavam a circular no Grão-Ducado e que tinham sido produzidas por uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa, que operava a partir de Portugal. Esta rede criminosa foi agora desmantelada pela Polícia Judiciária Portuguesa (PJ).

As notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço europeu, incluindo no Luxemburgo, conforme confirmou ao Contacto, o gabinete de imprensa da PJ, em Lisboa.

Luís Neves mostra um print das notas falsificadas
Luís Neves mostra um print das notas falsificadas
LUSA

“Foram apreendidas/registadas cerca de 45 notas falsas no Luxemburgo, todas de 50 euros, no período compreendido entre 2017 e 2019”, explicou fonte deste gabinete. 2017 foi o ano em que o grupo criminoso começou a operar.

 As notas foram apreendidas pelas autoridades luxemburguesas, “em circunstâncias não concretamente apuradas, sem qualquer intervenção das autoridades portuguesas”, adiantou a mesma fonte.

Mais de um milhão em notas falsas

 No total as notas falsificadas que circulavam pela Europa, com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal, atingiam um valor superior a 1 milhão e 300 mil euros.

 Na operação levada a cabo pela Polícia Judiciária portuguesa e hoje divulgada foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros, numa operação que envolveu oito buscas, domiciliárias e não domiciliárias.

O fim desta rede criminosa foi levado a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção com a colaboração da Europol.  

Dinheiro contrafeito ainda a circular

Foram apreendidas na operação ‘Deep Money’ 1.833 notas falsas (1.290 notas de 50 euros e 543 de 10 euros), num total de 69.930 mil euros, bem como “diversos objetos relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores, impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta e tinteiros”.

"Apesar da apreensão de milhares de notas contrafeitas, é muito comum que nos próximos meses ainda haja a circular algumas notas que vão sendo apreendidas", afirmou o diretor nacional da PJ hoje em conferência de imprensa, sobre este caso e citado pelo Diário de Notícias.

Os cinco detidos, três homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 26 e os 63 anos, ficaram em prisão preventiva.

O líder do grupo criminoso era um cidadão português residente da Colômbia, que foi detido no âmbito de um mandado de detenção Internacional.

Dinheiro contrafeito apreendido pela Polícia Judiciária na Operação Deep Money, no edifício-sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, 9 de setembro de 2019. Através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com a colaboração da EUROPOL, a Polícia Judiciária desmantelou uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa, numa operação em que foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros.
MÁRIO CRUZ/LUSA
Dinheiro contrafeito apreendido pela Polícia Judiciária na Operação Deep Money, no edifício-sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, 9 de setembro de 2019. Através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com a colaboração da EUROPOL, a Polícia Judiciária desmantelou uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa, numa operação em que foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros. MÁRIO CRUZ/LUSA
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Mais de 26 mil notas produzidas

 “Esta rede criminosa encontrava-se a operar desde, pelo menos, o início de 2017, tendo sido responsável pela produção de mais de 26 mil notas, maioritariamente de 50 euros”, refere a PJ.

Esta operação contou com a participação de outras unidades da Polícia Judiciária, designadamente da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica e do Laboratório de Polícia Científica.

Como eram comercializadas

 “As notas falsas eram publicitadas num dos principais mercados da darknet, sendo as encomendas recebidas tanto através de mensagens privadas no referido mercado, como através de plataformas de conversação encriptadas”, refere a PJ no comunicado.

Posteriormente, após o pagamento, em regra efetuado através de moeda virtual, “as notas eram enviadas por via postal, a partir de Portugal, local onde se encontravam a ser produzidas”.

“A elevada qualidade das notas produzidas por esta rede criminosa era reconhecida por todos os compradores, assente na utilização de papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta, marca de água e talhe doce”, explica.

O presumível líder deste grupo criminoso, um cidadão português residente na Colômbia desde meados de 2018 e com antecedentes por crimes diversos, foi detido nesse país no âmbito de um Mandado de Detenção Internacional emitido pelas autoridades portuguesas, na sequência de estreita colaboração com as autoridades colombianas.

“Nos últimos dias, as autoridades colombianas procederam à sua expulsão do país, tendo sido detido pela Polícia Judiciária, já em território nacional”, acrescenta a PJ.

Com Lusa


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