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Petições pedem a não obrigatoriedade de vacinas no Luxemburgo e tratamento alternativo à covid-19
Luxemburgo 3 min. 17.09.2021
Covid-19

Petições pedem a não obrigatoriedade de vacinas no Luxemburgo e tratamento alternativo à covid-19

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Petições pedem a não obrigatoriedade de vacinas no Luxemburgo e tratamento alternativo à covid-19

Foto: DPA
Luxemburgo 3 min. 17.09.2021
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Petições pedem a não obrigatoriedade de vacinas no Luxemburgo e tratamento alternativo à covid-19

As duas petições em circulação desde quinta-feira terão de reunir mais do que o limiar mínimo de 4.500 assinaturas até ao final de outubro para serem discutidas no parlamento, o que seria o primeiro passo para que as moções se tornassem potencialmente lei.

O Luxemburgo tem até agora excluído a obrigatoriedade da vacinação, mas está a encorajar a inoculação através de movimentos como o fim dos testes PCR gratuitos, o que levou à criação de duas petições agora a circular no Grão-Ducado.

Uma das petições apela aos legisladores para que continuem a permitir que todos possam escolher se querem ser vacinados contra o novo coronavírus, embora o governo luxemburguês tenha até à data excluído a obrigatoriedade de vacinação. 

Um dia após a entrada em vigor das novas medidas de gestão da pandemia, que incluem a eliminação dos testes PCR gratuitos e a introdução do sistema CovidCheck para pacientes e visitantes dos hospitais, as assinaturas começaram a ser recolhidas esta quinta-feira para defender que as vacinas covid-19 não devem tornar-se obrigatórias no Luxemburgo e o governo deve permitir tratamentos alternativos para combater o vírus. 

Tornar as vacinas obrigatórias é um "entrave à liberdade individual e aos direitos humanos", afirma a petição. Apela também ao governo para não discriminar entre pessoas vacinadas e não vacinadas. "Temos absolutamente de dar aos cidadãos uma escolha livre no campo médico", escreveu Christelle Pizzirulli, que lançou a petição citada pelo Luxembourg Times. "Para que a livre escolha dos cidadãos decida o que querem ou não querem fazer pela sua saúde", lê-se. 


Luxemburgo. Nova 'lei covid' aprovada no Parlamento
As novas regras, com ligeiras alterações em relação às anteriores, vão vigorar entre 15 de setembro e 17 de outubro.

A Comissão Consultiva dos Direitos Humanos do Luxemburgo (CCDH) criticou as novas regras do governo, afirmando que temia que a retirada dos testes PCR gratuitos discriminaria aqueles que não conseguem obter uma vacina por razões médicas. 

 A petição vem também depois de a Itália ter anunciado tornar-se o primeiro país europeu a exigir o "passe verde" a todos os trabalhadores dos setores privado e público antes de entrarem no local de trabalho, já a partir de 15 de outubro sob o risco de pagarem multas no valor de 1500 euros. 

Segundo as estatísticas do Our World in Data da Universidade de Oxford na semana passada, pouco menos de 65% da população luxemburguesa recebeu pelo menos uma dose. Apenas cerca de 3% das pessoas no Luxemburgo são contra a vacinação, mas muitas permanecem hesitantes, disse esta semana o principal conselheiro de saúde do governo, Jean-Claude Schmit. 

Schmit não acredita que os ministros insistam em vacinas obrigatórias para todos, mas podem avançar para a vacina obrigatória se não conseguirem encorajar muitos dos não vacinados a serem inoculados. "Não posso excluir que, a dada altura... a opinião política mudará e iremos em direcção à vacinação obrigatória para certos grupos de pessoas", disse acrescentando que qualquer decisão desse tipo envolveria, antes de mais nada, trabalhadores da saúde e prestadores de cuidados que estão em contacto com pessoas vulneráveis. 

Outra petição, que também foi aberta para assinaturas, apela ao governo para "autorizar tratamento alternativo" para a covid-19, como a hidroxicloroquina utilizada para tratar a malária, apesar do website da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmar que não recomenda o medicamento para prevenir a covid-19 ou para tratar o vírus. De acordo com a OMS, os ensaios realizados em pessoas que não tinham o vírus mostraram que a utilização da hidroxicloroquina para prevenção "teve pouco ou nenhum efeito na prevenção da doença, hospitalização ou morte por covid-19" e os ensaios em doentes com covid-19 mostraram que "não reduziu a mortalidade, a necessidade ou a duração da ventilação mecânica".

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