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Pescanova condenada a indemnizar a Luxempart em 66 milhões de euros
Luxemburgo 15.10.2020

Pescanova condenada a indemnizar a Luxempart em 66 milhões de euros

Pescanova condenada a indemnizar a Luxempart em 66 milhões de euros

Luxemburgo 15.10.2020

Pescanova condenada a indemnizar a Luxempart em 66 milhões de euros

Considerados culpados, vários dirigentes da gigante espanhola foram condenados a penas de prisão até 8 anos.

O grupo espanhol fundado em 1960 foi condenado a compensar a sociedade de investimento luxemburguesa, Luxempart, em 66 milhões de euros pelos no processo por fraude contra os gestores da sociedade de pesca. 

A decisão foi tomada pelo Tribunal Penal Central Espanhol que acabou por decidir a favor da Luxempart no processo contra os antigos diretores da Pescanova, acusados de falsificar as demonstrações financeiras da empresa durante vários anos a fim de esconder a sua saúde financeira dos investidores e dos bancos, nomeadamente através da simulação de receitas através de empresas off-shore.

Com base nas provas apresentadas, o tribunal considerou os réus culpados. Além disso também condenou a auditora BDO, responsável pelas contas da empresa antes do escândalo de corrupção ter estalado. Além das indemnizações, o juiz decidiu ainda aplicar penas até oito anos de prisão a vários diretores. 

O auditor externo, Santiago Sané, da BDO foi condenado a três anos de prisão. Isto, apesar da empresa se ter recusado a validar as contas da Pescanova em 2012, suspeitando de desvios de vários milhões através de transações entre filiais. 

Em 2013, a dívida do grupo ascendia a 3 mil milhões de euros. Posteriormente, um acordo com os credores permitiu que a gigante do peixe fosse refundada em 2015 e rebaptizada como Nueva Pescanova. 

Rombo de milhões

A Luxempart foi um dos investidores mais afetados pelos saques milionários e por isso mesmo tem direito a parte dos 178 milhões de euros de indemnização exigidos pelo tribunal aos arguidos. 

Segundo Paperjam, a sociedade de investimento terá investido 56 milhões de euros na Pescanova, através de uma participação de mais de 5% e da aquisição das obrigações convertíveis da empresa.

Em reação à decisão do tribunal espanhol, a BDO mostrou-se portanto "satisfeita com o veredito" já que "confirma a possibilidade de recuperar pelo menos parte dos danos sofridos". 

Apesar deste contentamento inicial, o caso pode voltar à estaca zero se os arguidos decidirem recorrer ao Supremo Tribunal. 


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