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Pena de morte. David Pereira diz que Amnistia "conseguiu anular dez execuções" em 2018
David Pereira, presidente da Amnistia Internacional Luxemburgo.

Pena de morte. David Pereira diz que Amnistia "conseguiu anular dez execuções" em 2018

Foto: Anouk Antony
David Pereira, presidente da Amnistia Internacional Luxemburgo.
Luxemburgo 11.04.2019

Pena de morte. David Pereira diz que Amnistia "conseguiu anular dez execuções" em 2018

Manuela PEREIRA
Pelo menos 690 pessoas foram executadas no ano passado em 20 países. Trata-se do número de execuções mais baixo da última década e de um recuo de 31% face a 2017.

O relatório sobre a pena de morte no mundo publicado pela Amnistia Internacional revela que a maioria das execuções ocorreu na China, Irão, Arábia Saudita, Vietname e Iraque.

Apesar da tendência positiva, David Pereira considera que há muito trabalho a fazer para abolir a pena de morte. O presidente da Amnistia Internacional Luxemburgo nomeia a Tailândia que registou no ano passado a primeira execução desde 2009.

O número de sentenças de morte também registou uma ligeira descida – 2.531 face às 2.591 registadas em 2017 – e David Pereira destaca a intervenção da Amnistia que, segundo diz, conseguiu anular dez execuções.

O Irão é o país onde o número de execuções mais recuou, passando de 507, em 2017, para 253, em 2018. David Pereira explica esta queda drástica com a alteração da legislação sobre o tráfico de droga em que a pena de morte deixou de ser aplicada em certas circunstâncias.

No final de 2018, 142 países tinham abolido a pena de morte. A pena capital foi abolida há 40 anos no Luxemburgo, mais precisamente no dia 20 de junho de 1979. A última execução registada no país aconteceu em 1949.