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Peça sobre canguru homossexual regressa aos palcos

Peça sobre canguru homossexual regressa aos palcos

Luxemburgo 08.02.2019

Peça sobre canguru homossexual regressa aos palcos

A peça “Ein Känguru wie Du” (“Um canguru como tu”, em português) regressa aos palcos luxemburgueses este fim de semana.

A peça infantil sobre o canguru homossexual, um trabalho apoiado pelo Ministério da Educação no âmbito da luta contra a discriminação, será representada na Abadia de Neumünster no domingo e depois entre os dias 11 e 13 deste mês (sessões para escolas).


"Canguru gay": Ministro da Educação responde a Kartheiser nas redes sociais
O ministro da Educação luxemburguês respondeu ontem à noite à pergunta parlamentar por parte do deputado do ADR Fernand Kartheiser, considerada homofóbica por várias figuras da política luxemburguesa. Na resposta, dada na sua conta de Twitter, Claude Meisch cita a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada há 70 anos pelas Nações Unidas.

Recorde-se que o trabalho esteve envolvido em polémica no final do ano passado, após as críticas do deputado Fernand Kartheiser, do ADR, consideradas por muitos homofóbicas. Na reação às críticas de Kartheiser, vários membros do Governo e outros políticos defenderam a pertinência do projeto, levando o ministro da Educação a lembrar a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Políticos luxemburgueses defendem "canguru gay" após críticas do ADR
O deputado Fernand Kartheiser, do ADR, apresentou uma questão parlamentar em que critica uma peça de teatro infantil com um canguru homossexual. A reação não se fez esperar: no Facebook, vários políticos luxemburgueses, incluindo a ministra da Família, estão a mudar a foto de perfil para uma imagem com a bandeira da comunidade LGBT e a silhueta de um canguru.

Agora, a peça está de volta aos palcos. E, num comunicado divulgado a propósito, o Ministério da Educação sublinha que uma “sociedade aberta se distingue pela forma como trata as suas minorias”, acrescentando que “a democracia só pode funcionar se ninguém for discriminado pelas suas preferências ideológicas, culturais e sexuais”.

Diana Alves, Manuela Pereira e Paula Telo Alves