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Paulette Lenert exclui cenário de vacinação de transfronteiriços
Luxemburgo 2 min. 05.02.2021 Do nosso arquivo online

Paulette Lenert exclui cenário de vacinação de transfronteiriços

Paulette Lenert exclui cenário de vacinação de transfronteiriços

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 05.02.2021 Do nosso arquivo online

Paulette Lenert exclui cenário de vacinação de transfronteiriços

Embora possam existir exceções, a ministra da Saúde esclarece que a generalidade dos trabalhadores que vivem junto à fronteira não integram o plano de vacinação luxemburguês.

Os trabalhadores transfronteiros não serão integrados no plano de vacinação. Mesmo que tenham havido exceções, a generalidade dos casos dos cerca de  200.000 trabalhadores que vivem no estrangeiro deverão ser vacinados nos países de residência, adiantou a ministra Paulette Lenert, numa sessão de esclarecimento, citada pela RTL.

Nessa sessão de perguntas e respostas com o Diretor da Saúde. Jean-Claude Schmit, realizada quarta-feira, a Ministra da Saúde confirmou que apenas os residentes teriam acesso a uma vacina, embora tenham havido casos excecionais, sobretudo relacionados com profissionais de saúde que trabalham mas não vivem no Grão-Ducado. 

 "Na primeira fase, incluímos residentes transfronteiriços" explicou, referindo-se à vacinação de médicos, "mas a atribuição de ordens da UE é calculada de acordo com o número de residentes". Ou seja, "cada país recebe portanto um certo número de doses para cobrir a sua população", acrescentou. 


Min. da Saúde quer acreditar que daqui a um ano máscaras estarão arrumadas de vez
Numa entrevista-balanço sobre o primeiro ano à frente da Saúde, Lenert assumiu que é importante "tirar lições desta crise" no pós-pandemia, nomeadamente na dependência do país dos trabalhadores fronteiriços.

Apesar de não serem incluídos na vacinação  por esse princípio, Lenert admite que se possam verificar ainda "algumas exceções". Em princípio, portanto, os trabalhadores fronteiriços não devem ser vacinados aqui no Luxemburgo, com algumas exceções", nomeadamente as que dizem respeito aos trabalhadores do sector da saúde. Os trabalhadores desta área, que estão em contacto com doentes covid-19, receberam a primeira dose a partir do final de dezembro, independentemente do seu local de residência e estão a receber a segunda dose.

 No entanto, "não há outra fase que envolva diretamente os trabalhadores fronteiriços", salientou Paulette Lenert. 

Os transfronteiriços que trabalham no Grão-Ducado estão, assim, integrados na estratégia e no calendário de vacinação no seu país de residência. 

Já os residentes no Luxemburgo irão ser vacinados em seis fases

Depois da fase 1, que arrancou a 28 de dezembro, dando prioridade aos profissionais de saúde e de cuidados de saúde, tanto dos hospitais como dos lares e aos residentes destas estruturas, a fase 2 está prevista arrancar em março, abrangendo as pessoas com mais de 75 anos e as pessoas consideradas de "altamente vulneráveis", independentemente da idade.

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