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Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"
Luxemburgo 14.02.2017 Do nosso arquivo online

Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"

Pedro Passos Coelho

Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"

Pedro Passos Coelho
Foto: AFP
Luxemburgo 14.02.2017 Do nosso arquivo online

Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"

O presidente do PSD defendeu hoje que a estratégia do Governo para a economia se revelou "desacertada" e deverá por isso ser alterada, face aos dados do Produto Interno Bruto divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

O presidente do PSD defendeu hoje que a estratégia do Governo para a economia se revelou "desacertada" e deverá por isso ser alterada, face aos dados do Produto Interno Bruto divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

"A estratégia da Governo revelou-se desacertada", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, em Torres Vedras, manifestando a esperança de que "o Governo tenha a humildade de concretizar" uma "alteração de política económica".

Segundo o líder do PSD, "quando a economia cresce por via do consumo, isso significa que é a poupança que é sacrificada e, quando a poupança é sacrificada, como foi em 2016, o próprio investimento interno é penalizado".

"Para que o país possa crescer sustentadamente, tem de crescer com investimento, e foi justamente o que não funcionou durante o ano de 2016, em que o investimento afundou, a economia terá tido um desempenho pior do que o de 2015 e foi suportada pelo aumento do consumo", sustentou.

Pedro Passos Coelho falava à margem de uma visita às empresas de produção de máquinas agrícolas Joper e Tomix, em Torres Vedras.

O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,4% em 2016, menos duas décimas do que em 2015, depois da subida de 1,9% no quarto trimestre resultado de uma melhoria da procura interna, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

O valor do crescimento da economia portuguesa no conjunto de 2016 ficou acima das estimativas da Comissão Europeia e dos economistas contactados pela Lusa que esperavam uma subida do PIB de 1,3%.

De acordo com a estimativa rápida do INE, considerando o conjunto de 2016, "o contributo da procura interna para a variação do PIB diminuiu, refletindo a redução do investimento e, em menor grau, a desaceleração do consumo privado". A procura externa líquida, por sua vez, apresentou um contributo "significativamente menos negativo que em 2015", acrescentou.

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