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Passagem de ano no café ou restaurante? Horesca diz que é mais seguro
Luxemburgo 2 min. 08.10.2020 Do nosso arquivo online

Passagem de ano no café ou restaurante? Horesca diz que é mais seguro

Passagem de ano no café ou restaurante? Horesca diz que é mais seguro

Foto:Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 08.10.2020 Do nosso arquivo online

Passagem de ano no café ou restaurante? Horesca diz que é mais seguro

Diana ALVES
Diana ALVES
Em tempos de pandemia, a Horesca acredita que será mais seguro passar o fim de ano num café ou num restaurante do que em casa.

(Diana Alves, jornalista do Contacto e Rádio Latina.)

Em entrevista à Rádio Latina, o secretário-geral da Horesca, François Koepp,  considera que as festas de fim de ano em casa serão muito mais propícias à violação do distanciamento físico e das medidas de segurança, ao passo que se as pessoas estiverem sentadas num café ou restaurante será mais fácil controlar a situação. 

"Sentadas à mesa, as pessoas não vão passear ou dançar", considera François Koepp sublinhando que esta "é uma abordagem a ter em consideração para evitar que a covid-19 se propague na esfera privada". Mas para que isso seja possível, o Governo teria de autorizar os estabelecimentos a fecharem mais tarde, o que, no caso da noite de passagem de ano teria provavelmente de ultrapassar a 1h.

François Koepp, reiterou também que cafés e restaurantes – obrigados a fechar à meia-noite – devem poder ficar abertos até mais tarde. Dias depois de a organização que lidera ter pedido ao Governo que autorize a abertura de cafés e restaurantes até 1h. Koepp voltou a salientar o potencial da medida não só no que toca ao futuro do setor, mas também na luta contra o novo coronavírus. 

O secretário-geral insiste que "uma hora faz muita diferença", já que possibilita a criação de dois turnos de reserva. Por exemplo, um às 18h e outro às 22h, permitindo a cafés e restaurantes servir mais clientes e fazer mais negócio. O dirigente da Horesca reconhece que ter dois turnos de reserva não é uma prática muito frequente no Luxemburgo, mas sublinha que "as mentalidades mudam". Uma evolução que já existe há algum tempo no estrangeiro e que não tarda a chegar ao Grão-Ducado.  


Abertura até à 1h. Ministro diz que argumentos da Horesca são "pertinentes"
O ministro das Classes Médias considera que os argumentos da Horesca são pertinentes. Mesmo assim, diz que é preciso tempo para avaliar a situação.

A reivindicação surge numa altura em que o setor particularmente afetado pela crise enfrenta uma dificuldade acrescida: o fecho das esplanadas devido à descida das temperaturas. Fator que vem reduzir ainda mais o número de clientes dos estabelecimentos, já prejudicados pelo recurso maciço de empresas de quase todos os ramos ao teletrabalho. Apesar de a abertura até à 1h não poder abranger todos os cafés e restaurantes a Horesca acredita que se trata de uma alternativa interessante para muitos. 

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