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Parlamento. OpenLux domina sessão pública desta terça-feira
Luxemburgo 09.02.2021

Parlamento. OpenLux domina sessão pública desta terça-feira

Parlamento. OpenLux domina sessão pública desta terça-feira

Foto: Lex Kleren/ Luxemburger Wort
Luxemburgo 09.02.2021

Parlamento. OpenLux domina sessão pública desta terça-feira

Diana ALVES
Diana ALVES
A sessão pública desta terça-feira, no Parlamento, será dominada pela investigação internacional OpenLux, publicada ontem pelo jornal Le Monde e que vem pôr a nu alegadas lacunas na luta do país contra o branqueamento de capitais.

De acordo com a agenda da Câmara dos Deputados, a sessão pública desta terça-feira, com início marcado para as 14h30, vai começar com uma declaração do Governo sobre a OpenLux. A declaração será depois seguida por um debate, sendo que as bancadas parlamentares terão cinco minutos para reagir às explicações do Executivo.

Esta não será a primeira reação do Governo à investigação de 17 órgãos de comunicação social internacionais, incluindo o Le Monde, e que vem pôr a nu alegadas lacunas na luta do país contra o branqueamento de capitais. Depois de uma primeira reação do Executivo, na qual rejeitou todas as acusações, os ministros das Finanças, Pierre Gramegna, e da Justiça, Sam Tanson, foram ouvidos ontem pelos deputados das comissões parlamentares da justiça e das finanças. 


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 E o tom foi o mesmo do comunicado de imprensa inicial: "o Luxemburgo respeita todas as regras europeias e internacionais em matéria de fiscalidade, de transparência, de luta contra o branqueamento e financiamento do terrorismo", pode ler-se na nota divulgada no site da Câmara dos Deputados após a sessão.

A investigação conduzida pelo Le Monde, que durou um ano e envolveu outros 16 meios de comunicação social, reavivou o debate sobre evasão fiscal no país, vários anos após o escândalo LuxLeaks. 


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Com base em mais de três milhões de documentos, os jornalistas alegam que o Luxemburgo continua a ajudar bilionários, multinacionais, artistas, atletas, políticos e até membros de famílias reais a fugir aos impostos. Mas não é tudo. A investigação acusa também a praça financeira nacional de encobrir fundos provenientes de atividades criminosas, sendo citados os exemplos da máfia italiana e da máfia russa.  

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