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Parlamento do Luxemburgo reafirma direito das mulheres ao aborto
Luxemburgo 29.06.2022
Direitos Humanos

Parlamento do Luxemburgo reafirma direito das mulheres ao aborto

Direitos Humanos

Parlamento do Luxemburgo reafirma direito das mulheres ao aborto

Anouk Antony
Luxemburgo 29.06.2022
Direitos Humanos

Parlamento do Luxemburgo reafirma direito das mulheres ao aborto

Redação
Redação
A deputada Myriam Cecchetti convocou a Câmara dos Deputados a ir mais longe e a consagrar o direito à autonomia corporal das mulheres na Constituição do país.

A grande maioria dos deputados luxemburgueses reafirmou o princípio de que o aborto é legal no Luxemburgo. Os deputados concordaram que o quadro legal que autoriza o aborto deve ser protegido.

Uma resolução nesse sentido foi proposta pela deputada Carole Hartmann do Partido Democrata (DP) e aprovada com 56 votos a favor e apenas quatro votos contra, segundo a RTL. 


Supremo dos EUA anula direito ao aborto no país
Os juízes da mais alta instância judicial norte-americana, atualmente com uma maioria conservadora, decidiram anular a decisão do processo “Roe vs. Wade”, que, desde 1973, protegia o direito das mulheres à interrupção da gravidez no país.

A resolução é uma espécie de "resposta" à decisão do Supremo Tribunal dos EUA que anulou, na sexta-feira, a proteção do direito ao aborto em vigor no país desde 1973, numa decisão classificada como histórica e que permitirá a cada Estado decidir se mantém ou proíbe tal direito.

Esta terça-feira, cerca de cerca de 150 manifestantes realizaram um protesto em frente à Embaixada dos EUA na Cidade d0 Luxemburgo. Cartazes com todo o tipo de mensagens foram levantados, mas houve uma frase em destaque: "My body, my choice" ("O meu corpo, a minha escolha"). 

No Parlamento luxemburguês, apenas o Partido da Reforma Democrática Alternativa (adr) votou contra a resolução. 


Luxemburgo na rua para defender o direito ao aborto
Cerca de 150 pessoas protestaram, esta tarde, em frente à Embaixada dos Estados Unidos no Luxemburgo. Veja a fotogaleria.

O deputado Fernand Kartheiser argumentou que a lei de 2014 é "meramente uma descriminalização" e não representa um direito ao aborto e sublinhou que a Constituição do Grão-Ducado não menciona o direito ao aborto.

 Por essa razão, o Partido de Esquerda (Déi Lénk) exigiu exatamente isso: a deputada Myriam Cecchetti convocou a Câmara dos Deputados a consagrar o direito à autonomia corporal das mulheres na Constituição do país. 

O Partido Verde (Déi Gréng) manifestou-se a favor de uma nomenclatura neste contexto, ou seja, uma designação clara do direito das mulheres ao aborto.

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