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Parlamento do Luxemburgo preocupa-se com a extrema-direita

Parlamento do Luxemburgo preocupa-se com a extrema-direita

Foto:Lex Kleren
Luxemburgo 05.09.2018

Parlamento do Luxemburgo preocupa-se com a extrema-direita

Nuno RAMOS DE ALMEIDA
As ações da extrema-direita na Alemanha mereceram a atenção do parlamento luxemburguês. A deputada Taina Bofferding, do LSAP, colocou a 8 de agosto algumas perguntas ao ministro do Interior e da Segurança Interna, Étienne Schneider, que foram respondidas esta terça-feira.

As perguntas da deputada Taina  Bofferding partiram do facto de terem sido detetadas, na posse de grupos extremistas de direita da Alemanha, listagens com dados de 25 mil pessoas referenciadas como inimigos desses extremistas, e contra quem estas organizações pretenderiam atuar violentamente.

Bofferding perguntou ao Governo se há situações semelhantes no Grão-Ducado, nomeadamente se tinham sido detetadas listas de “inimigos” feitas por elementos da extrema-direita violenta, que medidas tinham sido tomadas, e se o Executivo e as autoridades tinham alguma avaliação e números sobre queixas e condenações ligadas a atos de violência da extrema-direita no Luxemburgo, cometidos nos últimos anos.

Em resposta dada nesta terça-feira, o ministro assegurou que não havia registo de uma lista similar ter aparecido no Luxemburgo e que, dado o Código Penal luxemburguês não prever agravantes para agressões por motivação racista, não era possível quantificar estas. E que o único número existente são os 30 processos abertos pela procuradoria, em 2017, por incitamento ao ódio.

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