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Pandemia faz disparar os divórcios no Luxemburgo

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Pandemia faz disparar os divórcios no Luxemburgo

Pandemia faz disparar os divórcios no Luxemburgo
Relações

Pandemia faz disparar os divórcios no Luxemburgo


por Paula SANTOS FERREIRA/ 18.02.2022

Cari: Contacto

A crise da covid-19 levou ao divórcio de João e Ana. São um dos “casais vítimas do confinamento” no Grão-Ducado. Os relatos e as razões porque as relações não sobreviveram a este vírus.

Nos últimos meses de 2020, os divórcios aumentaram em relação aos anos anteriores. E em 2021 continuaram, porque a última oportunidade dada à relação não resultou. Psicólogas falam de um aumento de casais que tentam salvar a relação e advogadas relatam um elevado crescimento de divórcios.

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Da roupa no chão à separação
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Ana e João estiveram juntos 10 anos, tendo trocado alianças há seis. Desta união nasceram dois filhos, um de 10 anos e outro de 4 anos. “Se a pandemia não tivesse acontecido creio que estaríamos juntos, felizes e a discutir” como qualquer casal, acredita Ana, de 33 anos, para quem ela e o ex-marido eram um “casal comum emigrado” no Luxemburgo, com “uma vida normal”, até chegar a covid-19. Contudo, o casamento com João não sobreviveu às duras exigências da crise pandémica, que caiu como uma bomba relógio e estilhaçou a relação. Os conflitos começaram durante o confinamento que os “apanhou de surpresa” e sem “apoio familiar”, lembra João, de 37 anos, continuando mesmo depois, transformando a relação numa “guerra” entre “inimigos”. 

João em casa e Ana a trabalhar fora

Durante o confinamento, João que é gestor numa empresa, ficou em casa, em teletrabalho, e a cuidar dos dois filhos, de 10 e 4 anos, com ensino à distância, mas Ana como é trabalhadora essencial, num supermercado multinacional, teve de continuar a apresentar-se no seu local de trabalho. Se para João a mudança foi positiva a princípio, porque pôde passar mais tempo com os filhos, para Ana foi um tormento. E as discussões normais que tinham como qualquer casal, agravaram-se devido ao nervosismo gerado pelo isolamento. “No início até foi bom para mim, porque eu não tinha de ir e vir do trabalho. Podia trabalhar em casa. Ao princípio, era confortável. Já a minha ex-esposa como trabalhadora essencial continuou a rotina normal, mas por vezes, tinha de fazer horas extra”, começa por contar João, salientando que em relação aos filhos foi “bom” porque “nunca tinha passado tanto tempo com eles” e aproveitavam “os momentos de pausa ou depois do trabalho para jogar”. 

Só que depois chegou o stress. João tinha de “conciliar o trabalho com o auxílio e atenção aos filhos com as aulas” e Ana “chegava a casa com o stress de despir a roupa e desinfetar todas as compras”, além do “medo de apanhar o vírus”. Tudo junto, “foi a receita para a desgraça”, diz este português. 

João recorda que as tarefas domésticas que lhe estavam incumbidas ou desatenções originavam muitas discussões. “Devido ao desgaste, começámos a ter conflitos, por coisas que agora, a meu ver, são até insignificantes, como eu e os miúdos colocarmos a roupa suja fora do cesto ou não lavarmos a louça logo a seguir ao almoço. A minha esposa chegava à noite e discutíamos”. Outras vezes, Ana chegava e “não achava graça ao facto de o jantar não estar adiantado, ou a roupa não estar arrumada como devia”. João frisa que “as diferenças entre os dois foram crescendo e tornaram-se, por demais, evidentes”. “O ambiente tornou-se insuportável”, admite. 

"O saco de boxe um do outro"

O desconfinamento não trouxe a paz a esta relação, pelo contrário, os conflitos aumentaram, e as tarefas domésticas continuaram a ser motivo de discórdia. “A minha ex-esposa queria que eu fizesse as coisas assim que ela me mandava, ligava e dava-me mil recados”, mas “eu decidia fazê-las quando entendia”, vinca João salientando que sentia “mais um moço de recados do que um marido”. Também Ana lembra com tristeza esses dias de lutas constantes, cuja única alternativa foi o divórcio. 

Em março de 2020 com a entrada em vigor do confinamento, Ana sentiu-se “sobrecarregada de trabalho, por um lado, e “culpada” por o seu marido “estar em casa a trabalhar e com os meninos” , por outro. “Como o meu ex-marido é organização zero, tentei planear uma rotina diária para eles e foi aí que começaram as discussões diárias”, recorda esta portuguesa, salientando que naquela altura, não conseguia “estar a 100% nem no trabalho, nem em casa”. Ana nega ter sentido “medo do vírus, jamais”. Tentava sempre chegar a casa e “não dar sinais de medo à minha família”, lembra. E embora tivesse os seus “receios” nunca os manifestou. 

Toda a situação fê-la fechar-se em si própria “durante uns meses”. “Entrei no automático, mas fui-me desgastando, e só tinha o meu marido para discutir”, admite hoje Ana. E confessa. “Éramos o saco de boxe um do outro”. João chegou à mesma conclusão: “Muitas vezes éramos um contra o outro. Nada mais errado”. O facto de só se terem um ao outro propiciou as discussões, pois a “pressão era insuportável” e tudo isso “conduziu à separação”. 

O momento do fim

Cada um lembra-se perfeitamente do momento em que perceberam que o casamento tinha mesmo terminado. “Olhei para ele e sinceramente não conseguia sentir nada. Nesse dia, percebi que íamos acabar por nos separar. Até que colocámos um ponto final por comum acordo”, recorda Ana. “Depois de deitar os miúdos já dávamos por nós a olhar um para o outro como dois estranhos, ou pior, dois inimigos”, lembra, por seu turno, o português. Mas, a decisão final foi tomada “quando num momento mais acalorado eu ia perdendo a cabeça, mas não a cheguei a agredir fisicamente”. Por mútuo acordo, disseram “basta no meio de gritos”. “Várias vezes agredimo-nos verbalmente em frente aos meninos e digo isto envergonhado”, confessa João que começou a refugiar-se “no álcool” e Ana “a comprar coisas desnecessárias”. Por “orgulho” os dois não deram uma segunda oportunidade ao casamento, mas hoje João diz-se arrependido por não o ter feito. Olha para trás e percebe que ele e Ana não souberam comunicar e apoiar-se no meio da crise. João não tem dúvidas que a pandemia provocou a separação. Se a covid-19 não tivesse surgido “provavelmente estaríamos juntos, mas a verdade é que somos pessoas muito diferentes”. 

“Na educação das crianças somos diferentes, sempre falámos pouco e quando falávamos era aos gritos. Creio sinceramente que talvez a pandemia tenha precipitado a separação”. Contudo, lembra que quando podiam deixar os filhos com a família e tiravam uns dias a sós, isso ajudava-os a “estar alegres, bem-humorados e unidos como casal”. 

Após o divórcio, João admite que “hoje, em casas diferentes, dou por mim a ter saudades”, e frisa que agora comunica melhor com a ex-mulher: “Procurámos ajuda profissional para não afetar os meninos ou afetar o menos possível e gerir melhor o nosso divórcio”. Já Ana está mais convencida que se a pandemia não se tivesse intrometido entre eles, ela e João continuariam juntos. Divorciaram-se, “agora está feito, não sou feliz, mas tenho paz. E isso é o mais importante para mim”.


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O vírus dos divórcios
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 Ana e João não são caso único de um casal a quem a pandemia separou. Por um lado, advogadas relatam ao Contacto um aumento de divórcios no Luxemburgo após o confinamento, por outro, psicólogas referem também um crescimento de casais em dificuldade nas sessões de terapia conjugal ou individual. 

Todas são unânimes em considerar que a pandemia abalou as relações conduzindo mesmo a separações ou divórcios. A covid-19 contribuiu para as separações no Luxemburgo, país que já tem o mais elevado número de divórcios por cada 100 matrimónios, na Europa. 

Em 2019, os dados europeus mais atuais, por cada 100 casamentos, houve 88,9 divórcios, segundo a Pordata. Portugal vem em segundo lugar. No final do ano 2020, as estatísticas oficiais indicam um aumento de divórcios no Grão-Ducado. 

Culpa da pandemia

Neste ano atípico por causa das restrições da pandemia, foram celebrados 1800 casamentos e desfeitos 1447 matrimónios, segundo os dados do relatório do STATEC do Trabalho e Coesão Social 2021, com dados de 2020. Ou seja, no ano passado, só houve mais 353 matrimónios do que separações oficiais. Embora tivessem existido menos divórcios do que em 2019, menos 24%, o número não baixou em relação à média 2017-2019. De salientar que o pico de 2019 é, em grande parte, explicado pela introdução da nova lei que criou o juiz dos assuntos familiares e agilizou muito os divórcios. 

Por outro lado, em 2020, o confinamento levou a uma diminuição destas ruturas durante meses – por exemplo, em abril houve uma redução de 59%. Após as férias dos tribunais, os divórcios dispararam, e em outubro assinaram-se mais 33% de separações do que no ano anterior, em novembro mais 42%, e em dezembro mais 14%. 

Segundo os dados do Relatório Justiça em Números de 2020, do Ministério Público, 768 divórcios foram assinados por mútuo acordo e 631 por rutura irreversível (sem o consentimento de um dos cônjuges), todos no juiz dos assuntos familiares. 

Depois do confinamento e até ao final de 2020, “houve um aumento de divórcios, tratei de muitos mais divórcios e, claramente, isso foi consequência do confinamento”, declara Maria Ana Real Geraldo Dias, da firma Real Avocats à La Cour, no Luxemburgo. 

Todos em casa

Para esta advogada, a convivência de 24 sobre 24 horas nas suas casas a que muitos casais se viram obrigados, durante o isolamento, “juntando o teletrabalho às tarefas da casa, e ao facto dos filhos terem aulas em casa, gerou tensões familiares que criaram crises conjugais, que vieram a revelar-se graves, ao ponto de, mesmo depois do desconfinamento, não haver como reconstruir a relação. Um dos elementos do casal acabou assim por querer a separação, ou nalguns casos os dois”. 

A piorar a situação, esta advogada lembra que no Luxemburgo muitas famílias vivem em apartamentos pequenos, o que dificulta ainda mais a vida diária em casa, sobretudo para quem não estava habituado a estar fechado todo o dia. Também ao longo de 2021 esta advogada pensa que algumas das decisões de dissolução de casamento e separações que chegaram ao seu escritório foram “causadas pela crise pandémica”, mas nestes casos não tem certeza absoluta. Curiosamente, no ano passado, Maria Ana Real Geraldo Dias assistiu a um número invulgar de reconciliações, ou seja, pessoas que deram entrada com os papéis do divórcio, mas depois desistiram. 

Facto é que neste início do ano, “há muita gente a pedir informações sobre os procedimentos de divórcio, mais do que anteriormente”, repara a advogada que desconhece para já se ainda são sequelas da covid. 

Bomba ao retardador

Já a advogada Vânia Fernandes garante que os pedidos de divórcio gerados pela pandemia que chegaram ao seu escritório Sulter&Fernandes, na capital luxemburguesa, não se limitaram a 2020. Continuaram em 2021, provocando um aumento significativo. “Foi como se fosse uma bomba ao retardador. O confinamento provocou danos nas relações, mas muitos casais tentaram dar mais uma oportunidade, tentaram salvar a relação, mas não conseguiram. Por isso, ao contrário do que se supôs, os divórcios e separações não ocorreram só em 2020, pois em 2021 ainda houve muitas ruturas. Acho que mais até, devido à pandemia”, considera esta advogada apelidando estes casos de “casais vítimas do confinamento”. Atualmente, ainda não estão disponíveis as estatísticas oficiais dos divórcios concretizados em 2021, que só serão publicadas e divulgadas daqui a algumas semanas, conforme nos adiantou o Ministério Público.      

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"Não dá mais!"
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“Não dá mais”, foi a frase muito ouvida pela advogada Vânia Fernandes dos seus clientes quando estes lhes explicavam as razões porque desejavam iniciar o processo de divórcio. 

“No nosso escritório, acredito que tivemos um aumento de cerca de 40% de processos de divórcio e separações de união de facto em 2021 e foram consequência da pandemia, não só do confinamento, mas também das medidas restritivas que desestabilizaram a vida dos casais. Muitos não conseguiram gerir a situação”, refere Vânia Fernandes, realçando que os seus clientes são de várias nacionalidades, contando-se entre eles portugueses e lusófonos. 

“Vejo que há um desgaste emocional, um cansaço, que contribuiu para o fim de muitos casamentos e vejo-o em todas as idades e nas mais variadas relações, pessoas que estão juntas há 30 anos ou apenas há 3 anos”, conta. E todos lhe repetiam a mesma realidade: “Tentámos dar uma oportunidade ao casamento, mas não dá mais”. 

Pelas conversas com os seus clientes, na maioria dos casos, a causa “é o outro e as pequenas coisas que antes eram relevadas e agora ganharam grande importância”. No fundo, diz Vânia Fernandes, “o que existe é um desgaste geral”. A verdade é que a pandemia “pesou em toda a gente e as pessoas ficaram mais tensas e menos tolerantes”. 

“Tenho casais até já de uma certa idade com anos e anos juntos, que têm netos e agora falta-lhes a paciência entre eles e decidiram separar-se, antes estavam acomodados, mas a pandemia acordou-os”, exemplifica a advogada. 

Casos de violência doméstica

Entre estes casos de divórcio, há situações mais graves, de violência doméstica, apontam Vânia Fernandes e Maria Ana Real Geraldo Dias. “As pessoas entram em batalhas, disputas e passa-se para o outro lado mais facilmente”, vinca Vânia Fernandes. Foi o que sucedeu a um casal emigrado no Luxemburgo, em abril de 2020, quando, numa discussão mais acesa, o marido agrediu fisicamente a mulher, algo que nunca tinha feito até então. Acabaram por se divorciar, como conta um amigo do ex-casal ao Contacto. Com o confinamento o casal começou a discutir mais e mais e o ambiente foi-se degradando. 

Numa tarde, o marido explodiu quando começou a arrumar as coisas da mulher e do filho que a companheira tinha deixado espalhadas pela casa, sobretudo, na divisão que ele usava como escritório de trabalho. Começaram nova discussão e gritaria e a mulher atirou uns objetos para o chão. O marido, num acesso de fúria descontrolado, aproximou-se dela, puxou-lhe os cabelos e agrediu-a numa perna. A mulher chamou a polícia, dando queixa por violência doméstica. Quando os agentes chegaram o homem admitiu as agressões, explicando que fora a primeira vez que tal tinha acontecido. O homem foi expulso de casa por 14 dias e cumpriu a expulsão. Como conta o amigo do ex-casal o confinamento gerou um grande mal-estar entre o casal, com muitas discussões que culminaram com o episódio de violência doméstica. Foi o fim do casamento.

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Salvar a relação no psicólogo
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O stress e desgaste emocional da pandemia afetaram muito as relações, como confirmam ao Contacto as psicólogas Sandra Rendall e Michèle Pisani, ambas com consultórios no Luxemburgo. 

“Desde o ano passado que tenho tido muitos mais casais, mais 20 a 30%, a procurar a terapia de casal e penso que uma das causas é devido ao stress da pandemia, pois passam muito mais tempo em casa, estão sempre juntos e, quem tem filhos, com os miúdos. Isso acaba por criar uma pressão”, explica a psicóloga Michèle Pisani. 

Essa pressão nasce a vários níveis, com a casa, com os filhos e com a relação entre o casal. “Os casais não têm tempo para desconectar e torna-se difícil evitar conflitos. Por isso, há quem procure a terapia para salvar a relação que está em crise”, adianta esta especialista. 

Também a psicóloga Sandra Rendall afirma que tem mais pacientes que a procuram com problemas de gestão de conflitos nas relações e fazem-no “porque querem dar uma última oportunidade”. O confinamento, e depois as medidas restritivas, também foram para esta psicóloga a causa das crises conjugais. “Quando os casais estão pouco tempo juntos não dão por isso ou relevam, mas quando acabam por passar muito tempo juntos têm surpresas desagradáveis”, diz Sandra Rendall. Michèle Pisani, acrescenta que “a crise pandémica ao obrigar os casais a conviver tanto tempo no mesmo espaço, trouxe ao de cima conflitos latentes”. 

Pandemia: "Catalizador" dos divórcios

Tal como a advogada Maria Ana Real Geraldo Dias, esta psicóloga sublinha a importância que os apartamentos pequenos têm nos espoletar das tensões conjugais devido às medidas de combate à pandemia. “É pior quando se vive em casas pequenas e o casal está em teletrabalho, sem espaço para cada um”. Tal como a advogada Vânia Fernandes, Michèle Pisani salienta que não existe um padrão fixo da longevidade da relação dos seus pacientes em terapia de casal. “Há de tudo, casais que estão juntos há muito tempo e casais mais recentes”, diz Michèle Pisani. Contudo, ambas as psicólogas frisam que “cada caso é um caso” e que “todos os casais têm problemas”. 

Sandra Rendall explica que enquanto uns casais concordam realizar a terapia seja de casal, seja cada um fazer terapia individual, para dar uma oportunidade à relação, outros nem quanto a isso se entendem e acabam por partir para a separação. 

“A pandemia foi um catalisador do divórcio, veio exacerbar as separações no Luxemburgo”, considera esta especialista. Este é o país com o PIB per capita mais elevado do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional, o que significa que as pessoas possuem, em média, “uma independência financeira muito elevada”, e “há casais que quando percebem que não estão em sintonia, ou uma parte vê como é a verdadeira personalidade do outro, preferem separar-se, ao invés de lutar pela relação”, justifica Sandra Rendall. 

Separações acontecem pelo mundo

No entanto, esta especialista considera que provavelmente, alguns destes casais acabariam por se separar um dia e a pandemia apenas antecipou a rutura. Um pouco por todo o mundo ocorreu um aumento de separações e divórcios provocados pela pandemia. 

Em Portugal, por exemplo, segundo dados do INE, em 2020, por cada 100 casamentos registaram-se 91,5 divórcios, um valor recorde que em números absolutos se traduz por 17,295 separações assinadas. E os especialistas também ligam estes divórcios à crise pandémica, tal como aconteceu em França, Reino Unido, China, Estados Unidos, Brasil e outros países. Fala-se mesmo num boom de separações.

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