Ovos contaminados

Empresa de limpeza suspeita trabalhou com explorações luxemburguesas

Des oeufs d'une ferme néerlandaise (photo d'illustration) .
Des oeufs d'une ferme néerlandaise (photo d'illustration) .
AFP

As autoridades luxemburguesas confirmaram que uma empresa de limpeza belga, suspeita de utilizar produtos contaminados com fipronil, operou em duas explorações do Luxemburgo.

Segundo as autoridades, a empresa com sede em Namur, fez uma intervenção em território luxemburguês a 27 de feveiro deste ano. No entanto, soube-se agora que uma outra exploração luxemburguesa recebeu os serviços da mesma empresa a 16 de janeiro e 11 de julho.

O comunicado do governo diz que esta empresa “limita-se apenas a limpezas de locais vazios” que significa um risco inexistente de contaminação. “A empresa não efetua a desinfeção dos espaços” até porque cabe “às explorações garantirem a desinfeção” com a utilização de produtos diferentes.

“Não se encontrou qualquer indício de produtos contaminados com fipronil” conclui o comunicado.

Por medida de precaução, os ovos não vão ser comercializados. Os resultados das análises são conhecidos a 17 de agosto.

Provençale e Delhaize tomam medidas preventivas

A empresa luxemburguesa Provençale avisou as autoridades que retirou do mercado os ovos provenientes da exploração holandesa NL41110-21.

Também a cadeia de supermercados belga Delhaize informou as autoridades competentes que recebeu ovos da mesma exploração e que optou por retirar o produto das prateleiras.

De salientar que 17 países estão a ser afetados pelo escândalo dos ovos contaminados com o inseticida tóxico fipronil.

A 20 de julho rebentou o escândalo quando a Bélgica alertou as autoridades sobre a presença de ovos contaminados. Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Reino Unido, Roménia e Suécia, são os países da UE onde foram detetados ovos contaminados.

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