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Os julgamentos mais mediáticos vão começar
Luxemburgo 4 min. 16.09.2019

Os julgamentos mais mediáticos vão começar

Os julgamentos mais mediáticos vão começar

Steve Remesch
Luxemburgo 4 min. 16.09.2019

Os julgamentos mais mediáticos vão começar

Os crimes de Leudelange e Freiheetsbaam, os homicídios de Bereldange ou as escutas ilegais são alguns dos casos a ser julgados.

As férias judiciais chegaram ao fim e hoje os tribunais começaram de novo a funcionar. O que significa que os mais importantes processos judiciais ainda em curso vão ser retomados.

A edição francesa do Wort fez a recolha dos casos mais mediáticos e importantes que decorrem até ao final do ano judicial, no Luxemburgo.

O caso das escutas ilegais

Nem um mês se passou desde que deixou a Comissão Europeia e já Jean-Claude Juncker terá de ir a tribunal para finalmente ser ouvido como testemunha, no processo SREL.

Jean-Claude Juncker a eu un contact téléphonique avec le Premier ministre Boris Johnson.
Jean-Claude Juncker a eu un contact téléphonique avec le Premier ministre Boris Johnson.
Photo: AFP

O julgamento do processo das escutas ilegais dos serviços secretos luxemburgueses (SREL, na sigla em francês) deverá começar a 19 de novembro e terminar a 6 de dezembro, segundo a Procuradoria do Luxemburgo. No total, estão previstas 11 audiências.

O processo deveria ter sido julgado em 2017, mas devido à ausência de Jean-Claude Juncker, foi adiado para novembro de 2019, logo depois dele terminar o mandato como presidente da Comissão Europeia.

No banco dos réus vão estar o ex-diretor dos serviços secretos, Marco Mille, e os antigos espiões André Kemmer e Frank Schneider. Os três antigos agentes secretos são acusados de violar leis sobre proteção de dados pessoais e o direito à privacidade. Os três ex-agentes são ainda acusados de desviar um CD encriptado com a gravação de uma conversa entre o Grão-Duque Henri e o antigo primeiro-ministro Jean-Claude, sobre o caso "Bommeleeër", os atentados bombistas dos anos 1980. 

 Os crimes de Leudelange e Freiheetsbaam

Steve Remesch

Em novembro de 2016 um homem é morto “com extrema violência” na floresta de Leudelange. Quatro dias depois, num parque entre Strassen e Bridel é encontrado outro corpo, o de uma prostituta romena, de 22 anos. Morta também de forma bem violenta.

A polícia liga as duas mortes suspeitando de um autor comum. As investigações levam à detenção de um homem e ele por sua vez afirma que o autor é outra pessoa. Mas há vestígios do crime que ligam ao detido. A polícia prende então as duas pessoas.  

Em outubro, quase três anos depois, os detidos começam a ser julgados.

Quando os polícias são suspeitos

Guy Jallay

Neste mês, começam também as audiências a dois polícias que também em novembro de 2016, numa noite de folga se envolveram numa luta numa discoteca. Deste confronto um dos polícias ficou ferido com gravidade na cara, recorda a edição francesa do Wort.

O duplo homicídio de Bereldange

Photos: Steve Remesch

Mais uma vez o caso remonta a novembro de 2016. Um polícia de 26 anos é suspeito de ter envenenado a sua irmã, de 29 anos e o companheiro, que morreram no apartamento dele, em Bereldange.

O polícia terá calculado mal a dose do veneno que colocou na refeição dada aos seus visitantes no domingo, provocando-lhes a morte muito mais rapidamente do que esperava, e o casal acabou por falecer em sua casa.

Nas investigações, a polícia encontrou um frasco com o veneno no exterior do prédio, que terá sido atirado pela varanda pelo suspeito. De acordo com a polícia, este polícia terá morto a mãe, também por envenenamento, uns anos antes, recorda a edição francesa do Wort. Ainda não se sabe a data em que começa o julgamento.

Maçons em tribunal

Photo: Christophe Olinger

Em outubro, dois elementos da Grande Loja da maçonaria do Luxemburgo vão ser presentes a tribunal para serem julgados por fraude. Esta é a única informação disponível sobre o caso.

Políticos contra rapper

A 29 de novembro, o tribunal da apelação irá analisar o recurso interposto sobre a absolvição do rapper Tun Tonnar.

Fred Keup (ADR), Joé Thein (déi Konservativ) e Dan Schmitz, apresentaram queixa por causa da letra da música FCK LXB de Tun Tonnar, acusando o rapper de os visar negativamente naquela música de 2018.

O representante do Ministério Público exigiu uma multa de 1.500 ao rapper, mas o tribunal absolveu Tun Tonnar em nome da liberdade artística. Agora será a vez do recurso.