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Oposição abandona Parlamento durante o plenário
Luxemburgo 2 min. 09.07.2019

Oposição abandona Parlamento durante o plenário

Martine Hansen (CSV) garante que saída em bloco da oposição do Parlamento não foi "orquestrada".

Oposição abandona Parlamento durante o plenário

Martine Hansen (CSV) garante que saída em bloco da oposição do Parlamento não foi "orquestrada".
(Foto: Pierre Matgé)
Luxemburgo 2 min. 09.07.2019

Oposição abandona Parlamento durante o plenário

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
A Câmara dos Deputados registou esta tarde uma situação inédita: os 29 deputados da oposição abandonaram o plenário, em protesto contra a rejeição de uma alteração na ordem de trabalhos.

Partido Cristão Social (CSV), Déi Lénk (A Esquerda), Partido Democrático Reformador (ADR) e Partido Pirata bateram com a porta na sessão pública desta tarde no Parlamento.

Na sua página na rede social Twitter, a Câmara dos Deputados escreve que “a oposição abandonou em bloco o plenário. O presidente [do Parlamento] interrompeu a sessão e os procedimentos a seguir vão ser analisados”.

Este cenário caricato deve-se ao facto de os partidos de coligação governamental – Partido Democrático (DP), Partido Socialista (LSAP) e Os Verdes (Déi Gréng) – terem rejeitado o pedido de votação do CSV para uma alteração na ordem de trabalhos do Parlamento. O CSV queria que o primeiro-ministro, Xavier Bettel (DP), fosse ao plenário prestar esclarecimentos sobre o chamado ‘caso cadastro’. O pedido de votação que foi também recusado pelo presidente do Parlamento, Fernand Etgen (DP).

A Rádio Latina falou esta tarde com a presidente do grupo parlamentar do CSV, Martine Hansen, que considera a recusa “anti-democrática”.

Martine Hansen garante que a decisão do CSV de abandonar o plenário “não foi orquestrada com os restantes partidos da oposição”, que lhes seguiram os passos.

Por outro lado, a líder parlamentar revela-se ainda mais indignada com a recusa do voto sobre a alteração da ordem de trabalhos quando, segundo diz, os partidos da coligação governamental fizeram um pedido de voto, que foi aceite.

O CSV exige transparência e quer saber se há, ou não, uma espécie de ‘registo criminal secreto’ depois de um cidadão ter sido impedido de participar na cerimónia oficial do 23 de Junho, Dia Nacional, na sala de concertos Philharmonie, alegadamente por factos que constam no seu cadastro, que, neste caso, não aparecem no registo criminal a que ele tem acesso.

A sessão pública, sobre ao Plano Nacional por um Desenvolvimento Sustentável, prosseguiu esta tarde sem os 29 deputados da oposição. O plano que não pôde ser aprovado uma vez que precisa de 31 votos para ser validado e que há alguns parlamentares dos partidos de coligação ausentes na sessão desta tarde.

Esta é a primeira de três sessões públicas agendas para esta semana, sendo também os últimos plenários antes das férias de verão. Martine Hansen garante que os cristãos-sociais regressam amanhã ao Parlamento, adiantando ainda que o seu partido “está a discutir internamente os próximos passos a seguir no caso do registo criminal”.


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