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OPINIÃO: Rui Rio na grelha de partida
Editorial Luxemburgo 2 min. 03.06.2015

OPINIÃO: Rui Rio na grelha de partida

Editorial Luxemburgo 2 min. 03.06.2015

OPINIÃO: Rui Rio na grelha de partida

Avenida da liberdade, por Sérgio Ferreira Borges - Rui Rio está definitivamente na corrida presidencial. O candidato ainda não confirmou a notícia, mas também não a desmentiu. Um problema para Marcelo Rebelo de Sousa, que já admite desistir.

Avenida da liberdade, por Sérgio Ferreira Borges - Rui Rio está definitivamente na corrida presidencial. O candidato ainda não confirmou a notícia, mas também não a desmentiu. Um problema para Marcelo Rebelo de Sousa, que já admite desistir.

Depois da assinatura do acordo de coligação entre o PSD e o CDS, era de esperar que Rio desse o passo em frente. O texto dizia que a questão presidencial devia ficar definida, “preferencialmente” depois das legislativas. Ficava assim aberta a possibilidade de uma surpresa.

E ela aí está. Marcelo Rebelo de Sousa devia ter previsto isto, mas ficou quieto. As portas não lhe ficam fechadas e a direita, a exemplo da esquerda, pode surgir, na primeira volta, com mais que um candidato. Mas Marcelo, até aqui, só tem admitido uma candidatura presidencial com o apoio do partido de que foi fundador. Sem isso, só uma enorme vaga de fundo e a liderança nas sondagens o poderão levar a enfrentar Rui Rio, o homem que ele escolheu para secretário-geral do partido, durante a sua liderança.

Pelo contrário, Rui Rio parece ter fechado, completamente, a possibilidade de suceder a Pedro Passos Coelho na liderança do partido, se a coligação vier a ser derrotada nas legislativas. E, para muita gente do partido, isto é uma desilusão, porque viam em Rio o homem capaz de liderar o PSD e chegar mesmo a primeiro-ministro.

No meio de tudo isto, onde fica Pedro Santana Lopes? O actual provedor da Santa Casa da Misericórdia quer, sobretudo, vender cara a sua desistência que será sempre justificada com os superiores interesses do partido e do país. E, claro, vai querer qualquer coisa em troca. Portanto, vai continuar a “andar por aí”.

Apesar deste pré-anúncio de candidatura, os dirigentes do PSD foram poupados nas reacções e, do lado do CDS, o silêncio foi absoluto. Uma estratégia em tudo idêntica à seguida pelo PS, no que diz respeito à candidatura de Sampaio da Nóvoa. Isto é compreensível.

Os partidos querem dar prioridade às eleições legislativas. É aí que se vai definir o futuro próximo do país. E têm consciência que a esmagadora maioria dos eleitores não é muito politizada, nem informada e, por essa razão, tem dificuldade em jogar em dois tabuleiros, simultaneamente. Temem, por isso, que a polémica em volta de dois actos eleitorais acabe por desviar as atenções das legislativas e crie até alguma confusão.

Mas é evidente que o perfil do candidato presidencial a apoiar pelo partido, traçado na moção de estratégia que Passos Coelho apresentou ao último congresso, assenta que nem uma luva em Rui Rio. E, pelo contrário, exclui Marcelo Rebelo de Sousa. Por tudo isto, é de admitir que Rui Rio, antes de decidir avançar, obteve o acordo silencioso de Pedro Passos Coelho, embora só venha a ser “candidato oficial” em Outubro, depois das legislativas.

Claro que isto tem riscos. Se a coligação perder as legislativas, a candidatura de Rio fica fragilizada. E aí só lhe resta acreditar no tradicional instinto do eleitorado, que não gosta de pôr os ovos todos no mesmo cesto. Isto é, prefere um presidente de sinal oposto ao do Governo.

Rui Rio tem, para já, uma enorme dificuldade para resolver. Vai demarcar-se da política da coligação, como circunstancialmente tem feito, ou vai apoiá-la a partir de agora? Esta escolha é fundamental e vai influenciar o voto de muita gente.


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