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Operação internacional detém 12 responsáveis de tráfico humano no Canal da Mancha
Luxemburgo 30.09.2020

Operação internacional detém 12 responsáveis de tráfico humano no Canal da Mancha

Operação internacional detém 12 responsáveis de tráfico humano no Canal da Mancha

Foto: Reuters (arquivo)
Luxemburgo 30.09.2020

Operação internacional detém 12 responsáveis de tráfico humano no Canal da Mancha

A operação seguiu um grupo de crime organizado, constituído principalmente por cidadãos iranianos que vivem em França, nos Países Baixos e no Reino Unido.

Uma operação que envolveu autoridades policiais da Bélgica, França, Holanda e Reino Unido, apoiada pela Europol e Eurojust, levou ao desmantelamento de uma "grande rede de criminosos" dedicados a traficar seres humanos em condições de risco de vida através do Canal da Mancha, anunciou em comunicado a Europol. 

A acção que decorreu a 28 e 29 de setembro resultou na detenção de 12 suspeitos, dos quais sete em França, dois nos Países Baixos e três no Reino Unido. Foram ainda apreendidos 12 veículos, 10 barcos e motores de borracha, 158 coletes salva-vidas, uma caravana, um reboque de barco, jóias, cerca de 48 mil euros em dinheiro, documentos e dispositivos móveis. 

Esta investigação visou uma tendência crescente de contrabando de migrantes envolvendo pequenas embarcações através do Canal da Mancha, uma atividade criminosa que, segundo a Europol, aumentou exponencialmente nos últimos meses com o aumento das intercepções em França e no Reino Unido. 

A operação seguiu um grupo de crime organizado, constituído principalmente por cidadãos iranianos que vivem em França, nos Países Baixos e no Reino Unido. A rede traficava migrantes com pequenas embarcações da costa norte de França para o Reino Unido.


Três inspetores do SEF acusados de homicídio qualificado de cidadão ucraniano
Os três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) são suspeitos de terem matado um cidadão ucraniano nas instalações do aeroporto de Lisboa.

Os suspeitos criaram uma rede de ligações em diferentes países que utilizavam para organizar a sua atividade criminosa. Membros do grupo adquiriram barcos e motores insufláveis da Alemanha e dos Países Baixos e transportaram-nos para os pontos de partida. 

No local, ensinavam os migrantes a operar as embarcações, cobrando uma média de 3000 euros por pessoa para as travessias. Segundo a Europol, os vários elementos recolhidos durante as investigações confirmaram que esta rede de tráfico teria facilitado a travessia marítima ilegal de um grande número de migrantes. 

Segundo as autoridades, este transporte em embarcações sobrecarregadas, muitas vezes em condições meteorológicas muito difíceis numa das vias de navegação comercial mais movimentadas do mundo, pôs em perigo tanto a vida dos migrantes como a dos agentes da lei envolvidos nas operações de salvamento no mar. 

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