Escolha as suas informações

ONU confirma que número de civis mortos ultrapassou 3.000
Luxemburgo 02.05.2022
Guerra na Ucrânia

ONU confirma que número de civis mortos ultrapassou 3.000

Guerra na Ucrânia

ONU confirma que número de civis mortos ultrapassou 3.000

Foto: AFP
Luxemburgo 02.05.2022
Guerra na Ucrânia

ONU confirma que número de civis mortos ultrapassou 3.000

Lusa
Lusa
As Nações Unidas sublinham que os números reais poderão ser muito superiores.

A ONU confirmou hoje que pelo menos 3.153 civis morreram e mais de 3.000 ficaram feridos em pouco mais de dois meses de guerra na Ucrânia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), dirigido por Michelle Bachelet, insiste que a maioria das vítimas civis morreram ou ficaram feridas devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada, sistemas de lançamento múltiplo de ‘rockets’, mísseis e bombardeamentos aéreos.

O balanço de hoje representa um aumento de 254 mortos em relação a sexta-feira, e o ACNUDH teme que os números das vítimas da guerra na Ucrânia, que entrou hoje no seu 68.º dia, aumentem consideravelmente quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

O direito internacional considera que os ataques perpetrados contra civis e infraestruturas não-militares num conflito constituem crimes de guerra.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas de suas casas – mais de 7,7 milhões de deslocados internos e mais de 5,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.


Residentes de Mariupol entram num autocarro num posto de ajuda para os evacuados.
Zelensky confirma retirada de cerca de 100 civis de Mariupol
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que foram retirados cerca de 100 civis da fábrica Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, sitiada há vários dias pelas forças russas, numa operação que começou no sábado.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas