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Oficial: Luxemburgo mantém oferta de ensino de português até ter "alternativa sólida"
Luxemburgo 08.02.2017 Do nosso arquivo online

Oficial: Luxemburgo mantém oferta de ensino de português até ter "alternativa sólida"

Oficial: Luxemburgo mantém oferta de ensino de português até ter "alternativa sólida"

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 08.02.2017 Do nosso arquivo online

Oficial: Luxemburgo mantém oferta de ensino de português até ter "alternativa sólida"

As autoridades do Luxemburgo vão manter a oferta do ensino de português até desenvolverem uma “alternativa sólida” ao modelo atual, anunciou o Governo português, depois de a autarquia de Esch-sur-Alzette ter decidido terminar com a oferta de ensino integrado.

As autoridades do Luxemburgo comprometeram-se a manter a oferta do ensino de português até desenvolverem uma “alternativa sólida” ao modelo atual, anunciou o Governo português, depois de a autarquia de Esch-sur-Alzette ter decidido terminar com a oferta de ensino integrado.

A decisão unilateral da autarquia luxemburguesa, afetando 500 crianças, levou o ministro dos Negócios Estrangeiros português a reconhecer, em janeiro, a existência de "um problema" com o Luxemburgo.

Questionado esta terça-feira se houve desenvolvimentos neste processo, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, adiantou que foi alcançado “um entendimento de que não pode haver um processo de reforma do ensino do português no Luxemburgo sem haver uma alternativa sólida que garanta aos portugueses que ali vivem uma oferta de língua portuguesa nos termos que têm vindo a tê-la”.

Essa garantia já foi transmitida ao Governo português pelo Ministério da Educação luxemburguês, disse o secretário de Estado.

Perante a decisão da autarquia de Esch sur-Alzette de avançar com a extinção da oferta do ensino integrado, sem que estivesse garantida uma alternativa, as autoridades portuguesas defenderam que “não é desejável avançar com uma transição acelerada de metodologia no processo de aprendizagem e de oferta de língua portuguesa sem estar consolidada uma alternativa que possa avançar, eventualmente com um caráter piloto para avaliar os seus resultados e, se forem positivos, poder avançar para o modelo alternativo”.

Até lá, “continuam todos a ter o ensino da língua portuguesa tal e qual tinham”, garantiu.

José Luís Carneiro reconheceu que há necessidade de alterar o ensino de português no Luxemburgo, onde “há de facto um problema na integração e na aprendizagem das crianças portuguesas na língua portuguesa”, pelo que desde 2012 tem sido desenvolvido um processo de qualificação do ensino e aprendizagem.

Atualmente há 2.800 crianças a aprender português no Luxemburgo - 1.600 em cursos paralelos, 1.200 em ensino integrado.

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