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Obus da II Guerra Mundial descoberto no norte do país
A brigada de minas e armadilhas do Exército intervém cerca de 300 vezes por ano e recupera os restos de munições ou munições não deflagradas durante as duas guerras mundiais.

Obus da II Guerra Mundial descoberto no norte do país

Foto: Chris Karaba / Arquivo Wort
A brigada de minas e armadilhas do Exército intervém cerca de 300 vezes por ano e recupera os restos de munições ou munições não deflagradas durante as duas guerras mundiais.
Luxemburgo 12.06.2019

Obus da II Guerra Mundial descoberto no norte do país

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
O engenho explosivo foi encontrado num campo, entre Eselborn e Weicherdingen.

A descoberta foi feita por um agricultor na tarde desta terça-feira, segundo uma nota da polícia que avança que o obus de morteiro é da II Guerra Mundial. O engenho acabou por ser retirado do campo por militares da brigada de minas e armadilhas do Exército.

Mais de 70 anos após a fim da guerra é frequente serem encontradas bombas em solo luxemburguês. Ainda no domingo, um morador de Schimpach, localidade da comuna de Wincrange, encontrou um obus no jardim da sua casa. O engenho, com 15 centímetros de diâmetro, foi detonado, em segurança, pelos militares num terreno próximo da habitação.

Em nenhum dos casos houve feridos a registar ao contrário do acidente no paiol de Waldhof, que em 14 de fevereiro último, provocou dois mortos e dois feridos. Naquele dia uma granada, de 48 quilos, explodiu no momento em que suboficiais das forças armadas luxemburguesas manuseavam o engenho. O acidente aconteceu quando os militares, da brigada de minas e armadilhas do Exército, preparavam a granada para ser transportada para a Bélgica, onde iria ser neutralizada. O acidente continua a ser investigado pelas autoridades que recorreram a peritos internacionais independentes.

Este não foi o único acidente mortal no paiol de Waldhof. Em 2012, mais precisamente no dia 5 de dezembro desse ano, um soldado, de 22 anos, foi mortalmente atingido a tiro por um outro militar, que acabou por ser condenado a dois anos de prisão (um ano com pena suspensa) por homicídio involuntário. O tribunal considerou que as regras básicas de segurança não foram respeitadas.


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