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O regresso a um "novo normal"
Editorial Luxemburgo 2 min. 02.06.2021

O regresso a um "novo normal"

O regresso a um "novo normal"

Foto: Lex Kleren
Editorial Luxemburgo 2 min. 02.06.2021

O regresso a um "novo normal"

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
É uma luz ao fundo do túnel. Parece que as coisas vão, finalmente, começar a mudar.

É uma batalha que não podemos perder. A Comissão Europeia promete lutar contra a desinformação digital. “Uma proposta de rever o código de conduta criado em 2018 inclui acesso aos algoritmos e tornar a mentira um mau negócio” pode ler-se na notícia que publicamos nesta edição. Este será um mecanismo a subscrever também pelas plataformas digitais que dominam a informação e que, todos os dias, são veículo de de desinformação. A luta contra as vacinas é apenas uma das campanhas que invade as redes sociais. Privilegiar o “fact-checking” é um dos caminhos a seguir.

Um novo normal

É uma luz ao fundo do túnel. Parece que as coisas vão, finalmente, começar a mudar. A partir de 13 de junho deverá entrar em vigor o novo certificado 3G, uma aplicação móvel que dará privilégios de circulação a vacinados, recuperados e testados. O Luxemburgo é um dos primeiros países europeus a avançar com este mecanismo que poderá ser generalizado, em julho, a todo o espaço europeu.

Hoje poderá ser mesmo anunciado o fim do recolher obrigatório no Luxemburgo. Esta é uma das notícias que publicamos na edição desta semana. Outra boa notícia é a revelação que, em breve, as crianças também vão ser vacinadas. A Agência Europeia do Medicamento (EMA), deu autorização para a vacina da Pfizer ser administrada aos adolescentes dos 12 aos 15 anos em todos os 27 países da União Europeia. Na reportagem que publicamos, esta semana, explicamos tudo o que tem que saber sobre a vacina que, em breve, poderá ser administrada aos adolescentes. O Contacto entrevistou o responsável pelo ensaio clínico da Pfizer, da administração da vacina a jovens, que está a ser feito nos EUA. Este estudo “demonstrou respostas robustas de anticorpos que foram ainda mais elevadas do que as observadas em adultos”, revela o investigador Paul Spearman, coordenador do ensaio clínico da vacina Pfizer no Hospital Pediátrico de Cincinnati.

Mas a ofensiva contra as vacinas continua nas redes sociais. O discurso anti-vacinas alimenta-se de “fake news” que circulam livremente e a grande velocidade. “Com a pandemia, vimos como a desinformação teve sérias consequências, divulgando teorias da conspiração, e como as fake news podem prejudicar a vacinação”, afirma Vera Jourová, vice-presidente da Comissão Europeia. Para combater este discurso descontrolado da mentira, a Comissão Europeia avança com um reforço do Código de Práticas sobre Desinformação que já tinha sido apresentado em 2018. Esta nova estratégia contra a mentira deverá ser aprovada já no próximo ano pela União Europeia como revela a correspondente do Contacto em Bruxelas, Telma Miguel. Uma guerra que não está perdida, mas que ainda está muito longe de terminar.

Quando se desviam aviões para acabar com a liberdade de imprensa

Combater as fake news é uma das estratégias essenciais para assegurar uma comunicação social forte, independente e credível.

O episódio lamentável que envolve a prisão do jornalista dissidente Romam Protasevich, detido domingo em Minsk depois do avião em que viajava ter sido obrigado a aterrar na capital bielorrussa é outro exemplo do que não podemos deixar que aconteça. São ataques intoleráveis ao funcionamento de uma comunicação social livre, essencial ao bom funcionamento da democracia. 

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