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“O Luxemburgo sofreu um processo de lusificação”, diz investigadora
Luxemburgo 16 min. 18.03.2015

“O Luxemburgo sofreu um processo de lusificação”, diz investigadora

“O Luxemburgo sofreu um processo de lusificação”, diz investigadora

Foto: Tania Bettega
Luxemburgo 16 min. 18.03.2015

“O Luxemburgo sofreu um processo de lusificação”, diz investigadora

Paula TELO ALVES
Paula TELO ALVES
A investigadora luxemburguesa Aline Schiltz estuda a emigração portuguesa para o Luxemburgo desde 2003. A viver entre Lisboa e o Grão-Ducado, a geógrafa, de 35 anos, é autora de vários estudos sobre os portugueses, incluindo uma tese de doutoramento em que analisa a mobilidade entre os dois países. Diz que o Luxemburgo se “lusificou” e que a emigração portuguesa levou à criação de um “espaço transnacional” que podia servir de modelo para uma Europa sem fronteiras.

Fotos: Tania Bettega

CONTACTO: A abrir a sua tese de doutoramento, cita um imigrante português no Luxemburgo que gostava que houvesse um túnel entre Portugal e o Grão-Ducado.

Aline Schiltz: Sim, ele gostava de ter um túnel entre a horta dele em Esch-sur-Alzette e a horta em Braga, para poder regar as duas. Era um túnel que a mim também me dava jeito [risos].

CONTACTO: Vive entre os dois países desde 2003, ano em que começou a investigar a emigração portuguesa. O que é que a levou a interessar-se pelos portugueses?

Aline Schiltz: No último ano dos meus estudos em Geografia na Universidade Livre de Bruxelas, achei que era interessante fazer um trabalho sobre a relação entre o Luxemburgo e Portugal, aproveitando o programa Erasmus na Universidade de Lisboa. Acabei por fazer um trabalho sobre a emigração para o Luxemburgo da aldeia do Fiolhoso, em Trás-os-Montes.

CONTACTO: Que é conhecido como a aldeia mais luxemburguesa de Portugal...

Aline Schiltz: Agora sim, mas na altura, em 2003, não era tão mediática. A aldeia foi-me aconselhada pelo embaixador luxemburguês em Portugal na altura, Paul Dühr.

CONTACTO: Nessa altura, já falava português?

Aline Schiltz: Nada, foi muito engraçado. Eu tinha feito um curso de Português à noite em Bruxelas, antes de ir para Portugal, e claro, quando cheguei a Lisboa não sabia dizer nada. Só sabia dizer “procuro quarto”, e quando as pessoas me respondiam eu não percebia nada, “o quê”, “what?” [risos]. Foi complicado. Quando cheguei à aldeia do Fiolhoso, ainda não falava muito, mas as pessoas lá eram muito engraçadas, porque começaram logo a falar português comigo, e em três dias aprendi mais do que em três meses de aulas intensivas.

CONTACTO: Acabou por ficar a viver alguns dias na aldeia?

Aline Schiltz: Sim. Cheguei lá um dia sem saber para onde ir, sem conhecer nada. Quando o autocarro me deixou na estrada para o Fiolhoso, vi logo uma casa grande com um carro com matrícula luxemburguesa estacionado à porta. Ok, pensei, estou no sítio certo. Entrei num mundo que até lá era desconhecido para mim, apesar de ser de uma geração que conviveu com portugueses no Luxemburgo.

CONTACTO: O que é que a surpreendeu?

Aline Schiltz: Não tinha a noção do que era ser emigrante, nem desta relação entre Portugal e o Luxemburgo. No Fiolhoso, cheguei à praça central da aldeia e as pessoas devem ter pensado: “Quem é esta?”. Conheci um senhor muito simpático que me contou que tinha vivido no Luxemburgo durante trinta anos e que ainda tinha dois filhos a viver aqui. Ele foi muito simpático e ofereceu-se para me levar a Murça, porque eu não ia preparada para ficar na aldeia daquela vez, e no fim ofereceu-me seis garrafas de vinho Porca de Murça e deu-me o telefone. Disse-me: “A próxima vez que quiseres vir ao Fiolhoso, ligas-me e eu vou-te buscar, ficas em minha casa”. E assim foi: liguei ao senhor António, fiquei em casa da família dele, e foi graças a esse apoio que consegui fazer o trabalho de licenciatura sobre esta ligação entre o Luxemburgo e Portugal. Por acaso o trabalho teve sucesso e tive uma boa nota, mas para mim foi sobretudo um trabalho pessoal muito importante.

CONTACTO: Porquê? O que é que a marcou tanto?

Aline Schiltz: Era o início de uma grande experiência portuguesa, que me marcou de uma maneira muito profunda, sendo luxemburguesa, de uma geração que já conviveu muito com a presença portuguesa. Ter essa proximidade com pessoas que viveram trinta anos no Luxemburgo, e que mesmo depois de deixarem o país continuavam tão próximas... Apesar de ter tido colegas portugueses na escola, nunca nos motivaram para nos interessarmos de forma mais profunda por esta realidade, não há consciência dessa proximidade das pessoas e dos dois países.

CONTACTO: Está a dizer que foi preciso ir a Portugal para fazer uma aproximação com os portugueses que não tinha conseguido fazer no Luxemburgo?

Aline Schiltz: Sim. É engraçado, porque escolhi o tema por acaso, e afinal descobri uma história que também é a minha. Sou luxemburguesa, mas acho que para quem vive no Luxemburgo, somos todos também um pouco portugueses, de uma certa forma. Sem entrar em sentimentalismos, há uma mistura entre os dois países. E eu descobri com esta experiência que não se pode ficar imune à presença portuguesa. 

CONTACTO: Após esse estudo sobre o Fiolhoso, como é que decidiu regressar a Portugal?

Aline Schiltz: No final de 2004 voltei para Lisboa para fazer um mestrado na área das migrações, em Geografia Humana. Nesse ano percebi que afinal ainda sabia muito pouco sobre Portugal. Não sabia realmente falar bem português e ainda não sabia bem como o país funcionava. Um dia um colega da universidade convidou-me para ir ver um jogo do Sporting ao estádio de Alvalade e eu fui vestida de laranja [risos]. Ele quando me viu quase teve um ataque. Felizmente tinha um cachecol do Sporting a mais e pôs-mo ao pescoço – o que não quer dizer que eu seja do Sporting ou do Benfica. Quando as pessoas me perguntam o que sou, digo que sou estrangeira [risos].

CONTACTO: Na altura fez um mestrado sobre a emigração brasileira...

Aline Schiltz: Eu cheguei a Lisboa numa altura em que se falava muito de imigração, da entrada de estrangeiros em Portugal, e havia realmente muitos imigrantes brasileiros e ucranianos. E eu na altura, no meu canto, pensava: mas ainda há muitas pessoas a sair do país, continua a haver portugueses a chegar ao Luxemburgo. Mas fiquei um bocado apanhada por esse discurso da imigração e acabei por fazer um trabalho sobre os brasileiros, mas no Luxemburgo. Foi interessante encontrar uma certa triangulação entre os três países, porque na altura muitos brasileiros chegaram ao Luxemburgo usando redes sociais portuguesas para se organizarem, com a facilidade de haver informação em português.

CONTACTO: Depois disso, ficou alguns anos em Lisboa. Esse interesse pela emigração manteve-se?

Aline Schiltz: Sim, trabalhei vários anos em Lisboa, fazendo pequenos trabalhos, incluindo num restaurante de um casal luso-luxemburguês. A dada altura trabalhei num ’call center’ (que não é dos melhores empregos, mas neste caso até era com contrato e um salário razoável), e a maioria dos meus colegas portugueses tinham nascido na Alemanha e por isso falavam alemão. E achei interessante, mais uma vez, confirmar o peso da emigração para Portugal. É uma mais-valia para Portugal ter estas pessoas, formadas também pela experiência da emigração, e não se falava sobre isto...

CONTACTO: Nem a nível académico?

Aline Schiltz: Em cada conferência sobre migrações, só se falava de imigração, da chegada a Portugal de imigrantes, e praticamente só havia uma pessoa, o José Carlos Marques [investigador do Núcleo de Estudos das Migrações da Universidade de Coimbra], a falar da saída de portugueses do país. E eu estava lá ao fundo da sala a pensar: “Ah, finalmente uma pessoa que fala de emigração!”.

CONTACTO: O CONTACTO já alertava para uma nova vaga de emigração para o Luxemburgo desde 2005. Os investigadores não acompanhavam essa realidade?

Aline Schiltz: Não, mas também é verdade que a partir do momento em que Portugal aderiu à então CEE, e sobretudo a partir dos anos 90, a mudança económica no país levou a que houvesse de facto um fluxo enorme de estrangeiros a entrar no país, e Portugal até reagiu de uma forma muito interessante. É considerado um dos bons alunos no acolhimento aos imigrantes. Mas houve realmente poucos trabalhos académicos sobre a saída de portugueses nesses anos, e no Luxemburgo também parou de se falar da imigração portuguesa. Houve a vaga de refugiados da ex-Jugoslávia, mas é claro que a imigração portuguesa nunca parou. A partir de 2010/2011, com a crise económica, Portugal tornou-se de novo um país de emigração e esta voltou a ser falada. E como o Luxemburgo é um dos países de recepção desta nova vaga, o tema voltou a ser falado.

CONTACTO: Nota-se na sua tese uma ambição de universalidade, uma tentativa de abarcar todo o fenómeno migratório, não só em termos temporais, mas também nas suas várias facetas. Qual foi o ponto de partida?

Aline Schiltz: O que eu tentei fazer é enorme, o que é uma mais-valia do meu trabalho, mas é também se calhar uma das fraquezas. Há assuntos que deviam ser mais aprofundados, mas a minha ambição era criar uma base de partida. Tive vontade de dar voz aos portugueses do Luxemburgo e ao Luxemburgo enquanto país de acolhimento. Temos dois países unidos por um fluxo migratório que se foi construindo ao longo de muitos anos, em contextos nacionais e supranacionais muito variáveis. Acho que muitos estudos sobre emigração se concentram só no país de partida ou só no país de acolhimento. Para mim há sempre um sistema, uma dinâmica. É como num casal: nunca é só um que tem razão, e isso é verdade também no “casal migratório”: não podemos falar de um sem falar do outro.

CONTACTO: Como é que o Luxemburgo se transformou no país com a maior percentagem de portugueses na diáspora?

Aline Schiltz: No início, nos anos 1960, o Luxemburgo estava no ’boom’ económico do pós-guerra e Portugal estava ainda num regime ditatorial, numa Europa ainda em construção. Nesta altura o Luxemburgo precisava de mão-de-obra, por causa da redução da imigração italiana e de o país recusar a imigração magrebina. Depois de 1986, há uma nova realidade que é a livre circulação. Mas o que de facto funcionou na emigração para o Luxemburgo, para esta escala, foram as redes sociais da altura: pessoas que já tinham uma relação com o país, e que ajudaram outros a vir, porque viviam em condições miseráveis em Portugal, e aos poucos este movimento teve uma reacção de bola de neve.

CONTACTO: Apesar disso, defende que não se pode falar em “comunidade portuguesa”. Porquê?

Aline Schiltz: Quis mostrar que não há uma comunidade homogénea. Temos quem chegou nos anos 60 e 70, quem veio nos anos 80 enquanto funcionário da UE, quem nasceu cá, quem chegou ontem... Há uma mistura enorme de vivências e perfis. Acho que não se pode falar em comunidade portuguesa, porque não há nada de mais diversificado do que a comunidade portuguesa no Luxemburgo.

CONTACTO: E no entanto os portugueses continuam a ser reduzidos ao estereótipo dos homens que trabalham na construção e das mulheres nas limpezas...

Aline Schiltz: Mesmo que fosse assim, não tinha mal nenhum, mas a realidade é muito mais diversificada. Eu na tese tentei quebrar este preconceito do pedreiro, da “femme de ménage”, que os portugueses não sabem falar alemão... É claro que os grandes problemas continuam a ser os mesmos, como a educação, mas eu admiro os portugueses da minha geração, porque tiveram muitos mais obstáculos do que eu, por causa da situação ambígua das línguas, entre o luxemburguês que não gosta de falar francês e tem problemas com a língua, e o facto de este ser o idioma de comunicação com os portugueses... Mas isso não impediu alguns portugueses da minha geração de se tornarem arquitectos, professores, e fizeram esforços maiores do que os luxemburgueses para o conseguir.

CONTACTO: Como é que avalia a integração dos portugueses?

Aline Schiltz: Eu não sei responder a essa pergunta, porque para mim nunca é óbvio como é que se define a integração. É evidente que há toda uma política migratória que pode mudar e que mudou, e que influencia esta dita integração das pessoas. Mas o Luxemburgo tem especificidades que o fazem diferente da França, por exemplo, como o facto de haver várias línguas oficiais. No Luxemburgo também é mais raro os portugueses não transmitirem a língua materna aos filhos, enquanto em França é mais comum os filhos dos emigrantes já só falarem francês, por causa deste contexto linguístico.

CONTACTO: Os portugueses são há vários anos a maior comunidade estrangeira no Luxemburgo. Na tese usa uma espécie de neologismo: fala em “Lusoburgo” e em “lusificação”. O Luxemburgo foi “lusificado”?

Aline Schiltz: Para mim, sim. É engraçado, porque na defesa da tese tive elogios e críticas pela escolha desse termo, “lusificação”.

CONTACTO: É uma realidade difícil de aceitar?

Aline Schiltz: Não sei se é isso. É verdade que a maioria das críticas veio do lado dos luxemburgueses [o júri integrava também professores da Universidade de Lisboa e de França], mas eu também se calhar vejo coisas que os outros não vêem, porque sou sensível a este tema. É um bocado como as grávidas que de repente começam a ver outras grávidas por todo o lado [risos]. Mas esta lusificação é tão presente que se calhar já nem se repara nela, até porque já há três gerações de portugueses no país.

CONTACTO: Os portugueses já fazem parte da paisagem?

Aline Schiltz: Sim. Eu também sou geógrafa, e é óbvio que a emigração marca a paisagem de forma determinante. Em Portugal, quem não conhecer a realidade da emigração portuguesa, sobretudo no Norte de Portugal, vai passar pelas aldeias e não vai perceber nada: vai ver que há umas casas estranhas, e que no Verão se enchem de carros com matrícula estrangeira. São marcas do impacto que a emigração deixou na paisagem e na sociedade portuguesa. No Luxemburgo temos o mesmo fenómeno, a começar com os italianos, mas não há nada de tão forte como o impacto dos portugueses, e pelo país todo: os cafés com nome português, os produtos portugueses, até os pastéis de nata, ou os luxemburgueses que incluíram palavras portuguesas na linguagem (sobretudo palavrões, é verdade, mas toda a gente sabe dizer alguma coisa em português). São marcas que podem parecer pequenas, mas...

CONTACTO: Fazem parte do dia-a-dia?

Aline Schiltz: Sim. Não quero dizer que houve uma colonização dos portugueses, não é isso. Ainda há muitas reticências dos luxemburgueses em relação aos portugueses, faz-se muito uma fronteira, e a sociedade luxemburguesa não é fácil – as línguas são um problema... Mas há uma relação também natural, diária, e eu tenho muito orgulho em dizer em Portugal que os pastéis de nata fazem parte dos bolos nacionais no Luxemburgo. Para mim a lusificação é um termo positivo: querendo ou não, é uma realidade o facto de o Luxemburgo estar inserido num mundo luso, e isso não prejudica a cultura luxemburguesa, é uma riqueza. A lusificação existe, há cada vez mais mistura, e temos de fazer alguma coisa com isso.

CONTACTO: Apesar das dificuldades, há uma amizade declarada entre os Governos dos dois países. O Luxemburgo chegou a pedir para ser observador na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os imigrantes têm aqui um papel importante?

Aline Schiltz: É óbvio. Os contextos políticos influenciam a base, a emigração, mas a base também influencia o que se passa por cima, e a emigração portuguesa para o Luxemburgo mostra bem isso, tanto em decisões políticas como simbólicas. Este espaço transnacional entre os dois países podia servir de modelo para uma Europa sem fronteiras – porque ainda não chegámos à Europa sem fronteiras, apesar da livre circulação. Mas este espaço transnacional entre Portugal e o Luxemburgo existe de facto.

CONTACTO: De que forma?

Aline Schiltz: No Fiolhoso, um rapaz comentava-me que se ficasse desempregado, não ia procurar trabalho ao Porto, porque tinha um tio no Luxemburgo e viria para cá. Para ele, a dois mil quilómetros de distância, o Luxemburgo era mais perto, de certa forma, que o Porto. E é esta lógica, que é muito real, que eu quis explicar.

CONTACTO: Na tese documenta as marcas do percurso migratório até à morte. Estou a lembrar-me de fotos de lápides funerárias com inscrições de amigos e colegas do Luxemburgo em Mortágua, geminada com Wormeldange, um dos seus casos de estudo.

Aline Schiltz: Era um dos pontos na minha tese que acho que valia a pena ser aprofundado.

CONTACTO: As pessoas continuam a querer ser enterradas em Portugal?

Aline Schiltz: É muito caso a caso. Há pessoas que preferem ser enterradas em Portugal, outras aqui no Luxemburgo, no país onde viveram tantos anos, não se pode generalizar. Mas antes era mais importante ser enterrado na sua terra do que hoje.

CONTACTO: Na tese defende que os lares de idosos construídos no Fiolhoso e em Macedo de Cavaleiros com financiamento do Luxemburgo são um bom modelo. Porquê?

Aline Schiltz: Investir num país que faz parte de nós podia ser um bom investimento. De uma maneira muito crua, podia até ser mais barato pagar os salários de lá, satisfazendo ao mesmo tempo o desejo de regresso de alguns portugueses. Fala-se sempre em cooperação com países fora da Europa, mas há muita desigualdade dentro da UE. Por que não pensar em desenvolvimento também na Europa? Não quero ser paternalista, mas porque não criar uma Europa mais social? Por enquanto temos uma Europa mais económica do que outra coisa... E isto já acontece nas bases, com associações portuguesas no Luxemburgo a ajudar projectos sociais em Portugal. Essa solidariedade podia servir de exemplo. As remessas dos emigrantes também foram historicamente importantes para a balança comercial de Portugal. Sem os sacrifícios dos emigrantes, Portugal não seria o que é.

CONTACTO: E o que é que está a fazer neste momento?

Aline Schiltz: Estou a colaborar com o projecto Remigr, um inquérito global da Universidade de Lisboa sobre a emigração portuguesa recente, de pessoas que saíram de Portugal a partir de 2000. Sou a responsável pela recolha de questionários de portugueses no Luxemburgo. Aproveito para fazer um apelo às pessoas para responderem ao inquérito, disponível no portal www.remigr.pt. Quanto mais pessoas participarem, mais poderemos saber sobre a emigração recente, e dar ao Luxemburgo o valor que tem na diáspora portuguesa.

 Paula Telo Alves