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O legado de uma campeã do mundo

O legado de uma campeã do mundo

Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 2 min. 29.12.2018

O legado de uma campeã do mundo

Álvaro Cruz
Álvaro Cruz
Depois de ter conquistado dois títulos mundiais, Cláudia Machado quer formar novas campeãs no seu clube, em 2019, e desenvolver o Ryu Jitsu no Luxemburgo, país onde diz sentir-se bem.

“O meu grande objetivo para 2019 é formar atletas competitivas que possam representar dignamente a Academia de Artes Marciais Alex Ryu Jitsu de Diekirch, no próximo Campeonato Mundial da modalidade, que se disputa no mês de abril, em Portugal”. É desta forma que Cláudia Machado formula um dos principais desejos para o novo ano.

Aos 36 anos e nascida em Braga, Cláudia dedica-se à prática de artes marciais há 16, quando veio viver para o Luxemburgo. Campeã do mundo por duas vezes, a portuguesa tem em mãos um projeto que visa melhorar a qualidade do treino das mulheres no seu clube, no norte do país, e ao mesmo tempo ajudar a desenvolver o Ryu Jitsu no Grão-Ducado.

Artes marciais à parte, Cláudia deseja que, em 2019, “o nível de vida no Luxemburgo se mantenha estável como nos últimos anos”, precisa. “Gosto muito de estar no Grão-Ducado. As condições de vida são boas, a tranquilidade também, e a comunidade portuguesa é muito representativa. Fui muito bem acolhida neste país e é aqui que pretendo continuar a viver por muitos anos”, sublinha, lamentando só um fator: “O clima é que é o pior”.

Olhando para o panorama mundial, elege os vários conflitos e a fome como “problemas sérios” que necessitam de uma resolução urgente. “Como se não bastassem as catástrofes naturais que afetam tanta gente por esse mundo, os homens ainda complicam mais as coisas. Parece que nunca estão contentes”, lamenta.

“As guerras em nome dos interesses políticos, das religiões, da ganância e dos interesses pessoais são vãs e inúteis. As desigualdades sociais geram revolta e distúrbios por todo o lado. Não era melhor que todos pudessem viver uma vida justa e mais pacífica? Espero que 2019 traga bom senso”, diz.

“Está na hora de passar a outra fase da minha carreira”

Maioritariamente formada por membros portugueses e cabo-verdianos, a academia já conta com várias mulheres, facto que entusiasma a campeã mundial que se tem preparado para deixar a competição e exercer com maior assiduidade as funções de treinadora em 2019: “Penso que está na hora de passar a outra fase da minha carreira. O número de praticantes femininos tem aumentado significativamente nos últimos meses e isso enche-me de satisfação. É meu dever transmitir tudo o que aprendi ao longo dos anos aos outros e tentar formar novas campeãs. É por isso que tenho realizado formações regulares como treinadora”, explica.

“Estou a preparar duas atletas da nossa academia para o próximo mundial, em abril, nas Caldas da Rainha. A Joana Santos, de 19 anos, que vai competiri na categoria sénior, e a Beatriz Soares, de 17, que irá combater na categoria de juniores, uma das faixas etárias mais competitivas da prova. Espero que tenham sucesso”, precisa.

“Temos um plano especial de treino semanal muito completo, sobretudo no plano físico, até à última semana da competição para que possamos preparar convenientemente as atletas. As exigências neste tipo de provas são enormes, daí a preparação ter de ser bastante pormenorizada”, sublinha.

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Academie des Arts Martiaux Alex Ryu Jitsu de Diekirch - Photo : Pierre Matgé