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Números da covid "estão a estabilizar" no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 28.07.2020 Do nosso arquivo online

Números da covid "estão a estabilizar" no Luxemburgo

Números da covid "estão a estabilizar" no Luxemburgo

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 3 min. 28.07.2020 Do nosso arquivo online

Números da covid "estão a estabilizar" no Luxemburgo

DPA
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De acordo com um dos principais especialistas responsáveis pelo combate à pandemia, o aumento dos casos de infeção por covid-19 no Luxemburgo está a abrandar.

(Edição de Catarina Osório.) 

"Os números estão a estabilizar neste momento, embora a um nível elevado", afirmou o diretor do Instituto de Saúde do Luxemburgo, Ulf Nehrbass, à agência de notícias alemã DPA. 

Apesar de admitir que o país está a viver a segunda vaga do vírus, o porta-voz da task-force para a covid-19 no país  disse que o Luxemburgo está no "caminho certo" e mostrou-se "cautelosamente optimista" quanto ao controlo da pandemia no país. 

Há duas semanas, o país foi declarado como "zona de risco covid-19" pelo Instituto Robert Koch (RKI) depois de ter ultrapassado a barreira das 50 novas infeções por 100.000 habitantes no prazo de sete dias. Os números elevados devem-se em parte ao facto de o Luxemburgo estar a testar em larga escala, explicou Nehrbass. Sendo que das pessoas que estão a ser testadas incluem-se os viajantes fronteiriços dos países vizinhos como Alemanha, França e Bélgica. "18% das novas infeções descobertas estavam entre os viajantes fronteiriços", acrescentou Ulf Nehrbass.

Para esta terça-feira está previsto um encontro entre a Ministra da Saúde do protetorado de Sarre, na Alemanha, Monika Bachmann (CDU) e a homóloga luxemburguesa Paulette Lenert, em Perl-Nennig sobre a situação da covid-19.


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"A situação no Luxemburgo não é mais crítica do que na Alemanha ou em França". Os testes em massa permitem-nos "realmente ver o que está a acontecer na população". Desta forma é possível interromper as cadeias de infecção de uma forma direcionada. Sem testes extensivos e a inclusão de trabalhadores fronteiriços, o Luxemburgo teria números significativamente mais baixos", admite o especialista.

Recente aumento exponencial é "naturalmente alarmante"  

Após o aumento exponencial de casos só no último fim de semana (200) Rudi Balling, membro da task-force "Research Luxembourg", que aconselha o governo luxemburguês na luta contra a pandemia, descreveu este facto como "naturalmente alarmante". 

"A questão de saber se a situação continuará a piorar não pode ser respondida com certeza neste momento. Pode dar para os dois lados", disse o perito em biomedicina. Mas rejeita que o Grão-Ducado seja um "perigo" para os países vizinhos. Um aumento de novas infeções está atualmente a ser observado em muitos países, não apenas no Luxemburgo, salientou Balling. "Poder-se-ia dizer que o barril está a transbordar gota a gota. Será importante para todos identificar as causas do aumento de novas infecções que estão a ser novamente observadas", disse o director do Centro de Investigação de Biomedicina de Sistemas da Universidade do Luxemburgo. 


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Mas a classificação do RKI mexeu com os especialistas no Luxemburgo. "O que nos atinge é o quanto isto não é refletido. "Sem dúvida, sem discussão, e completamente do nada", declarou Balling- Até à data, o número de casos no Luxemburgo é 6321, das quais 1158 são não-residentes. 112 pessoas morreram. 

De um ponto de vista científico e epidemiológico, não há dúvida sobre a utilidade da estratégia "testar, rastrear, isolar", reiterou Balling.  Tal como aconteceu noutros países, o Luxemburgo tinha uma elevada percentagem de infetados que não apresentava sintomas, explicou. "É difícil tomar medidas específicas se não se souber quem, onde, e por quem foi infetado". 

Capacidade para realizar 20 mil testes diários 

Aquando do lançamento do programa de testes a toda a população o Governo  assegurou que o país teria capacidade para realizar 20 mil testes diários. "Os testes são realizados de forma muito eficiente em 17 locais. Testados de manhã, os resultados são enviados por SMS no prazo de 24 horas", explicou o especialista. 


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 Mas era também importante que as regras de higiene e distância fossem respeitadas, acrescenta Nehrbass. "Basta uma pequena percentagem não aderir a isto, e reflete-se imediatamente porque o vírus é tão infeccioso". 



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