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Número de pessoas em teletrabalho mais do que triplicou em 2020
Luxemburgo 3 min. 19.05.2020 Do nosso arquivo online

Número de pessoas em teletrabalho mais do que triplicou em 2020

Número de pessoas em teletrabalho mais do que triplicou em 2020

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Luxemburgo 3 min. 19.05.2020 Do nosso arquivo online

Número de pessoas em teletrabalho mais do que triplicou em 2020

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Para três em cada quatro pessoas atualmente em regime de teletrabalho, esta situação é exclusivamente o resultado da crise provocada pela covid-19.

A pandemia da covid-19 obrigou a diversas adaptações no quotidiano dos residentes do Grão-Ducado. Da distância de segurança, ao uso de máscaras ou ao confinamento obrigatório, uma das mais impactantes alterações na forma de estar foi a transição de muitos empregos para regimes de teletrabalho. 

Na verdade, o teletrabalho no Luxemburgo mais do que triplicou desde 2019. Um estudo do STATEC, o serviço de estatísticas governamentais do Grão-Ducado, revelou, esta terça-feira, que 69% da população ativa mudou para o regime de teletrabalho, em comparação com 20% em 2019. 

Cerca de 48% dos trabalhadores, tanto por conta de outrem, quanto independentes, trabalhavam totalmente em regime de teletrabalho durante este período e 21% em regime de alternância, enquanto apenas 31% continuavam a trabalhar inteiramente nas instalações da sua entidade patronal.

O teletrabalho total é particularmente elevado no setor do ensino (74%), nos serviços administrativos e financeiros (61%) e na administração pública (47%). Entre os trabalhadores por conta própria ou regime freelancing, a taxa foi de 66%. 

O estudo, baseado num inquérito sobre as condições socioeconómicas de confinamento devido à crise sanitária da covid-19, inquiriu 2000 pessoas residentes no Luxemburgo entre o dia 29 de abril e o dia 8 de maio. Os resultados são positivos no que diz respeito à avaliação do impacto que esta nova forma de trabalhar trouxe à vida aos inquiridos. 

Mais de metade dos inquiridos (55%) consideraram que a experiência atual de teletrabalho no Grão Ducado é positiva. Apenas 15% avaliam-na como negativa e 30% revelou-se neutra. 


Legislação do teletrabalho vai a debate público
A petição que apela à introdução do direito ao teletrabalho na rotina do Luxemburgo, para além do limiar anual actualmente permitido, recolheu mais de 4.500 assinaturas.

Segundo o STATEC, as causas das vantagens e desvantagens do teletrabalho terão de ser investigadas mais aprofundadamente, uma vez que "são influenciadas por múltiplos fatores, como as competências de escritório, a qualidade do software, o desempenho do equipamento informático e a conectividade em casa". 

Os sentimentos positivos são mais prevalecentes na administração pública e nos serviços administrativos e financeiros (60%), enquanto os sentimentos negativos são mais fortes na educação (29%). E há mais homens a considerarem esta experiência positiva (57%) do que mulheres (53%).

Para três em cada quatro pessoas que trabalham atualmente em regime de teletrabalho, esta situação é exclusivamente o resultado da crise provocada pela covid-19.  Uma em cada quatro pessoas já tinha tido experiência nesta forma de trabalho antes da crise, 8% das quais consideram que a sua situação não mudou muito. 

Trabalhar de casa tem, até agora, protegido a saúde dos trabalhadores luxemburgueses, disse, na terça-feira, a diretora do Instituto de Investigação Sócio-Económica do Luxemburgo (LISER), Aline Muller, em entrevista à RTL. "O teletrabalho salva vidas", apontou.

Teletrabalho no mapa

É no centro do país que existem mais pessoas a trabalhar a partir de casa. A cidade do Luxemburgo, cuja atividade é mais orientada para os serviços, tem 60% das pessoas em pleno teletrabalho, ao contrário dos 52% no Leste do país, 42% no Sul e apenas 31% no Norte. Os residentes estrangeiros utilizaram-no com maior frequência (55%) do que os residentes luxemburgueses (40%).

Para a maioria das pessoas que já tinham trabalhado em casa antes da crise, o número de horas de trabalho em casa aumentou (para 43% delas), ou manteve-se inalterado (36%). 

 Um quarto das pessoas ativas diz que o seu sentimento de segurança quanto à estabilidade dos seus empregos se deteriorou em resultado do confinamento. Este efeito da crise é mais visível nos setores da hotelaria e restauração (44%), da indústria (39%) e do comércio (31%). O rendimento diminuiu para 16% da população. Para alguns, a saúde física deteriorou-se (17%) e um terço das pessoas afirma que a sua saúde mental foi prejudicada. 

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