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Nove Estados da UE querem aumentar os impostos sobre as companhias aéreas
Luxemburgo 08.11.2019

Nove Estados da UE querem aumentar os impostos sobre as companhias aéreas

Nove Estados da UE querem aumentar os impostos sobre as companhias aéreas

Foto : Guy Jallay
Luxemburgo 08.11.2019

Nove Estados da UE querem aumentar os impostos sobre as companhias aéreas

Nove países da União Europeia, incluindo o Luxemburgo, querem uma aviação mais limpa na Europa, um dos meios de transporte mais poluentes que consideram que está a ser taxado abaixo do que devia.

Luxemburgo, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Bulgária, Dinamarca, França, Itália, Suécia exortaram a Comissão Europeia a propor novas medidas dirigidas ao setor, sem contudo reclamarem uma taxa específica sobre a poluição.

Esta declaração, iniciada pelos Países Baixos e assinada pelos ministros das Finanças destes nove Estados, foi publicada a menos de um mês da data prevista da entrada em funções da nova Comissão Europeia, liderada pela alemã Ursula von der Leyen.

Os nove países consideram que, em relação aos outros meios de transporte, “a aviação civil não está a contribuir o suficiente”.

Na declaração conjunta, os ministros consideram que companhias aéreas do mundo inteiro são poupadas às taxas elevadas sobre o combustível. O preço dos bilhetes de avião para voos internacionais não reflete suficientemente o custo médio das emissões de dióxido de carbono e das consequências negativas do transporte aéreo.

Os Países Baixos estão a pressionar para a adoção desta medida e declararam que avançarão sozinhos com a sua própria taxa em 2021, se o executivo europeu não conseguir propor legislação.

A adoção de uma taxa à escala da União Europeia pode revelar-se de concretização difícil, uma vez que as decisões de cariz fiscal exigem a unanimidade.

E os países que são destino turístico, como Grécia ou Espanha, receiam um aumento dos voos de preços baixos, que lhes reduziria as receitas.

A União Europeia prevê que as emissões mundiais da aviação no próximo ano excedam em cerca de 70% as de 2005.  

Lusa


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