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No Luxemburgo não é fácil ser negro

No Luxemburgo não é fácil ser negro

Luxemburgo 28.11.2018

No Luxemburgo não é fácil ser negro

Sibila LIND
O Luxemburgo tem a quarta taxa mais alta de racismo na Europa. A conclusão é de um estudo publicado hoje pela Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da União Europeia.

Na Europa, a discriminação racial é algo muito comum e o Luxemburgo não é exceção. Segundo um estudo publicado hoje pela Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da União Europeia, 11% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas de violência racial. Esta é a quarta taxa mais elevada, depois da Finlândia (14%), da Irlanda e da Áustria (ambas com 13%). Já Portugal apresenta uma das taxas mais baixas, com 2%. 

No Grão-Ducado, a maioria dos casos de racismo acontece no local de trabalho ou na escola, de acordo com 20% dos inquiridos. O acesso à habitação é também uma das grandes dificuldades, tanto no setor privado como no público. No Luxemburgo, apenas 20% dos negros são proprietários de uma habitação (15% em toda a Europa) e um quarto deles sente-se discriminado na procura de um emprego. 

“No século XXI, não há desculpa para a discriminação racial. No entanto, os negros na União Europeia são ainda hoje vítimas de níveis generalizados e inaceitáveis ​​de discriminação e assédio, simplesmente por causa da sua cor de pele ”, afirmou Michael O'Flaherty, o diretor da FRA, num comunicado. “Temos de acabar com isto de uma vez por todas. Para isso, os Estados-membros precisam de criar políticas e leis efetivas e direcionadas para garantir que os negros sejam totalmente incluídos na nossa sociedade”.

Este estudo baseou-se na experiência de quase seis mil negros de 12 Estados-membros da União Europeia.   


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