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No Luxemburgo: António Costa gostava de "festejar 10 de Junho como primeiro-ministro” com emigrantes
Luxemburgo 4 min. 10.06.2015 Do nosso arquivo online

No Luxemburgo: António Costa gostava de "festejar 10 de Junho como primeiro-ministro” com emigrantes

António Costa discursou para cerca de 80 simpatizantes no Luxemburgo, durante um jantar em que participaram também o deputado Paulo Pisco e representantes do partido socialista no Luxemburgo

No Luxemburgo: António Costa gostava de "festejar 10 de Junho como primeiro-ministro” com emigrantes

António Costa discursou para cerca de 80 simpatizantes no Luxemburgo, durante um jantar em que participaram também o deputado Paulo Pisco e representantes do partido socialista no Luxemburgo
Foto: Manuel Dias
Luxemburgo 4 min. 10.06.2015 Do nosso arquivo online

No Luxemburgo: António Costa gostava de "festejar 10 de Junho como primeiro-ministro” com emigrantes

O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje a emigrantes no Luxemburgo que gostava de "festejar sempre o 10 de Junho junto das comunidades portuguesas como primeiro-ministro”, durante um jantar com simpatizantes no país.

O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje a emigrantes no Luxemburgo que gostava de "festejar sempre o 10 de junho junto das comunidades portuguesas como primeiro-ministro”, durante um jantar com simpatizantes no país.

"Se tudo correr bem nas próximas legislativas, pedirei ao Presidente da República que o governo seja representado por outro membro nas comemorações do Dia de Camões e das Comunidades, porque gostaria muito de como primeiro-ministro festejar sempre o 10 de Junho junto das comunidades portuguesas, estejam elas onde estiverem”, disse António Costa. 

O líder do PS passa hoje o Dia de Portugal com emigrantes portugueses no Luxemburgo, num jantar organizado por simpatizantes na sede da associação Rancho Folclórico Províncias de Portugal, depois de ter participado antes numa recepção oficial na residência do embaixador de Portugal.

Falando às cerca de 80 pessoas que participam no jantar que decorre neste momento em Esch-sur-Alzette, no sul do país, o secretário-geral incentivou também os emigrantes portugueses a exercerem os seus direitos políticos e a participarem nas eleições, "tanto nos países de residência, como em Portugal".

"É importante que se inscrevam para exercerem os direitos que podem exercer, tanto nas autárquicas, nos países onde vivem, como no Consulado, para as eleições para a Presidência da República", apelou, defendendo que os emigrantes "têm de participar mais na vida política dos países onde estão" e  "na vida política em Portugal".

O secretário-geral elogiou ainda o "contributo extraordinário das comunidades portugueses" para a economia do país, a valorização da língua e a promoção da "imagem do país no estrangeiro", defendendo que Portugal "tem de ter uma legislação que tenha em conta não só os 10 milhões de portugueses que vivem em Portugal, como os restantes 5 milhões".

Depois de encorajar os emigrantes portugueses a adoptarem também a nacionalidade dos países onde vivem, o secretário-geral  prometeu eliminar na "próxima legislatura" uma "restrição absurda que ainda consta na lei eleitoral",  que impede "um cidadão português que tem dupla nacionalidade de ser candidato" no país onde vive, podendo apenas fazê-lo em Portugal.

"Um luso-americano pode concorrer pelo círculo da Europa, mas vá-se lá saber por que é que iria fazê-lo", exemplificou. "O que eu não percebo é porque é um luso-luxemburguês, um luso-francês, um luso-alemão ou um luso-belga não há-de poder concorrer a deputado no país onde vive", criticou, defendendo que seria "um excelente representante da sua comunidade".

António Costa destacou ainda a importância económica dos emigrantes, "não só pelas remessas”, como pela capacidade de investimento em Portugal.

"São um veículo de investimento estrangeiro para Portugal e um extraordinário canal de exportação e distribuição dos produtos portugueses", elogiou.

O secretário-geral do PS defendeu também que Portugal tem "um activo enorme, que é a língua", falada "não só pelo cinco milhões de portugueses, mas por 300 milhões em todo o mundo", pelo que o Governo tem de "ter como prioridade o ensino do Português no estrangeiro", sustentou.

António Costa disse ainda que a crise e "as políticas" do actual Governo provocaram um "novo ciclo de emigração", lamentando "a angústia de muitas  famílias que emigraram nos anos 60, e que "com grande esforço conseguiram que os seus filhos fossem estudar para Portugal", na esperança de poderem regressar ao país depois da reforma, e que agora vêm esse projecto posto em causa.

"Um dos portugueses com quem falei hoje disse-me: 'agora que me estou a reformar e que esperava voltar para Portugal, o que estou a ver é que são [os meus filhos] que vão ter de voltar para o Luxemburgo'", criticou.

Luxemburgo e Portugal têm ligação "histórica"

No jantar com simpatizantes do PS participaram também o secretário-geral do partido socialista luxemburguês (LSAP), Yves Crutchen, e a deputada socialista Taina Bofferding.

Num discurso em francês, antes de falar aos emigrantes na sala, António Costa recordou a história que liga os dois países.

"Temos forte ligações entre os nossos dois países, incluindo dinásticas, porque uma princesa portuguesa foi casada com um grão-duque", disse, recordando também o facto de na Segunda Guerra Mundial a grã-duquesa Charlotte, na fuga para o exílio após a ocupação do país pelos nazis ter recebido a ajuda de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul de Bordéus, que lhe emitiu um visto. 

Em declarações aos portugueses na sala, o secretário-geral do LSAP, Yves Crutchen, evocou o "mau resultado" no referendo de domingo sobre o direito de voto dos estrangeiros, garantindo no entanto que tal "não põe em causa" o apreço pelos portugueses e imigrantes. Uma questão que António Costa recusou comentar ao CONTACTO, defendendo que se trata de "questões do país".

Paula Telo Alves




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