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"Não" vence na aldeia mais portuguesa do Luxemburgo e lidera referendo sobre voto dos imigrantes
Luxemburgo 07.06.2015

"Não" vence na aldeia mais portuguesa do Luxemburgo e lidera referendo sobre voto dos imigrantes

"Não" vence na aldeia mais portuguesa do Luxemburgo e lidera referendo sobre voto dos imigrantes

Foto: Wanderscheid Jim
Luxemburgo 07.06.2015

"Não" vence na aldeia mais portuguesa do Luxemburgo e lidera referendo sobre voto dos imigrantes

O "não" ao voto dos imigrantes no Luxemburgo lidera o referendo, com 78% dos votos, vencendo mesmo em Larochette, a "aldeia mais portuguesa do Luxemburgo", quando ainda faltava apurar cerca de dez por cento das autarquias.

O "não" ao voto dos imigrantes lidera o referendo, com 78% dos votos, vencendo mesmo em Larochette, a "aldeia mais portuguesa do Luxemburgo", quando ainda faltava apurar cerca de dez por cento das autarquias.

O resultado decepcionou alguns dos moradores da pequena localidade com mais de 50% de portugueses.

"Para mim esse resultado não é bom, porque toda a gente devia ter o direito de votar, sejam os luxemburgueses, sejam os portugueses", disse à Lusa Carlos Alberto, há 43 anos no Luxemburgo.

Na pequena localidade, só 27% dos eleitores votaram "sim" no referendo, reservado aos luxemburgueses, que constituem cerca de 40% da população.

A nível nacional, o "não" recolheu para já 78% dos votos apurados em 97 das 105 autarquias do país, quando ainda falta apurar a capital e as maiores localidades.

Cerca de 162 mil pessoas votaram contra a abertura das eleições legislativas aos estrangeiros, contra 28 mil a favor do "sim“.

A partido nacionalista luxemburguês ADR, que é contra o direito de voto dos estrangeiros, agradeceu já no Twitter aos eleitores que votaram "não".

Os luxemburgueses foram hoje chamados a pronunciar-se por referendo sobre três questões, incluindo a participação dos estrangeiros nas legislativas, uma iniciativa que tem o apoio do Governo, formado pelo Partido Democrático, socialistas e Verdes.

O partido cristão-social (CSV) do antigo primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, atual presidente da Comissão Europeia, fez campanha contra o voto dos estrangeiros nas legislativas, propondo em alternativa facilitar o acesso à dupla nacionalidade.

Paula Telo Alves


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