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Tripartida. Governo, sindicatos e empresas continuam sem chegar a acordo
Luxemburgo 20.09.2022
Inflação

Tripartida. Governo, sindicatos e empresas continuam sem chegar a acordo

Esta terça-feira era a última ronda de três dias de negociações entre o Governo, sindicatos e patronato.
Inflação

Tripartida. Governo, sindicatos e empresas continuam sem chegar a acordo

Esta terça-feira era a última ronda de três dias de negociações entre o Governo, sindicatos e patronato.
Foto: SIP
Luxemburgo 20.09.2022
Inflação

Tripartida. Governo, sindicatos e empresas continuam sem chegar a acordo

Redação
Redação
Medidas de apoio a famílias e empresas continuam a ser discutidas. Em cima da mesa está a possibilidade de não haver aumento do preço da eletricidade e do aumento do preço do gás ser limitado a 15%.

(Notícia atualizada a 20 de setembro às 22:30.)

Esperava-se para esta terça-feira ao início da noite o anúncio dos acordos alcançados na reunião tripartida entre Governo, sindicatos e patronato sobre os apoios às famílias e empresas devido à inflação. Mas a discussão, que foi interrompida depois do almoço e retomada ao início da tarde, parece continuar e poderá estar em causa um "braço-de-ferro". Recorde-se que na última tripartida o sindicato da OGBL (o maior do país) não subscreveu o acordo.

O que se soube durante a tarde de terça-feira - mas sem conformação oficial - foi que em cima da mesa está a possibilidade de não haver aumento do preço da eletricidade e do aumento do preço do gás ser limitado a 15%. 

Segundo a RTL poderá ser o Estado a pagar o excedente, tanto para as empresas como para as famílias. O que terá um impacto de 1,2 mil milhões de euros nos cofres públicos.

As duas medidas deverão entrar em vigor a 1 de janeiro de 2023 e deverão ficar pelo menos durante 12 meses. Já no domingo, o primeiro-ministro, Xavier Bettel, tinha anunciado que o objetivo da tripartida era estabelecer um limite máximo dos preços da energia para assim travar a inflação. Um objetivo que poderá ser atingido com estas duas medidas.


No pior cenário económico, haverá cinco indexações aos salários em 2023
Neste cenário, o gás seria 225% mais caro no próximo outono e inverno, em comparação com este verão. Os preços da eletricidade aumentariam 50%. Mas o Governo também libertaria mais tranches do 'index'.

Caso haja acordo, a indexação dos salários prevista ainda para este ano, será adiada para o ano que vem. Com a limitação dos preços, não deverá ocorrer outra indexação para o ano. Ou seja, em 2023, as empresas deverão pagar duas indexações: uma em abril, que já tinha sido adiada este ano, e a outra que deverá ocorrer no final de 2022. 

 Este era o terceiro e último encontro previsto entre Governo e parceiros sociais, com o objetivo de discutir as medidas de apoio às famílias e empresas. Espera-se que as primeiras conclusões sejam apresentadas ainda esta semana.  


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