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Mulheres na política não têm direito a licença de maternidade

Mulheres na política não têm direito a licença de maternidade

Luxemburgo 13.03.2019

Mulheres na política não têm direito a licença de maternidade

Susy TEIXEIRA MARTINS
Ministras, deputadas, burgomestres ou vereadoras. As mulheres que exercem cargos políticos no Luxemburgo não têm direito a licença de maternidade.

Isto pode parecer estranho mas é uma realidade, sublinham os deputados ecologistas (Déi Gréng) Djuna Bernard e Roberto Traversini. Ambos prpõem mais proteção para as mulheres neste contexto.

Os deputados ecologistas questionam o Governo sobre as estatísticas de eleitas grávidas. Querem saber se o executivo tem informações sobre o número de mulheres que ficaram grávidas durante o mandato político e se o assumiram até ao fim.

Há poucos países europeus que têm avançado com medidas concretas para salvaguardar os direitos destas mulheres, durante a gravidez. Em França, por exemplo, as deputadas podem ser substituídas em caso de licença de maternidade e depois regressam às suas funções.

Os dois deputados do Déi Gréng insistem, sobretudo, em saber se o Governo tenciona legislar sobre a matéria. Estes parlamentares defendem a importância de criar todas as condições possíveis “para atrair mais mulheres para a política”.

Mas, na vida política, não são só as mulheres que estão privadas de algumas regalias laborais relacionadas com a parentalidade. Por cá, tanto homens como mulheres, não têm direito a usufruir da licença parental.

Os deputados do Déi Gréng apontam o exemplo da Dinamarca, onde os deputados podem ser substituídos durante 12 meses, em caso de licença parental ou adoção.