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Moselle quer um comboio Sarre-Moselle-Luxemburgo, Bausch prefere o Superbus
Luxemburgo 3 min. 12.11.2020 Do nosso arquivo online

Moselle quer um comboio Sarre-Moselle-Luxemburgo, Bausch prefere o Superbus

Moselle quer um comboio Sarre-Moselle-Luxemburgo, Bausch prefere o Superbus

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 3 min. 12.11.2020 Do nosso arquivo online

Moselle quer um comboio Sarre-Moselle-Luxemburgo, Bausch prefere o Superbus

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
França e Alemanha querem criar uma linha ferroviária direta da Alemanha ao Grão-Ducado, passando por França, explica ao Contacto o presidente de Moselle. Para o Luxemburgo a prioridade é o 'Superbus' que ligará Esch a Audun-le Tiche.

Os residentes franceses que trabalham no Luxemburgo constituem metade dos trabalhadores fronteiriços, são 107.312 trabalhadores, e destes "mais de 70% residem em Moselle", fez questão de notar ao Contacto Patrick Weiten, o presidente do departamento de Moselle.

O projeto da linha ferroviária Sarre-Moselle-Luxemburgo, desde Sarre, na Alemanha, via Bouzonville e Thionville, em Moselle, até à Gare Central do Luxemburgo, irá beneficiar estes transfronteiriços, defendeu Patrick Weiten. Será um trajeto mais direto do que o atual via Metz e Trier.

Do lado francês e alemão, não é preciso construir os carris de raiz, basta reativar ligações ferroviárias já existentes. "Parte da infraestrutura já existe, portanto é apenas uma questão de reativar e modernizar a linha", declarou o presidente de Moselle.

"É na parte leste de Moselle que se encontram as taxas de crescimento mais fortes do número de trabalhadores transfronteiriços do Luxemburgo. No entanto, este território não tem a capacidade de transporte ferroviário necessária. A situação é a mesma do outro lado da fronteira, no Sarre", frisou Patrick Weiten salientando que existe, da parte alemã, um forte apoio ao projeto, estando criado "um contexto favorável para iniciar uma reflexão transfronteiriça sobre o assunto".

"A ligação ferroviária entre o Sarre e o Grão-Ducado do Luxemburgo é um projeto europeu ambicioso que irá melhorar a interligação dos principais centros de atração da Grande Região e ao mesmo tempo promover a abertura de territórios que são diretamente afetados por desenvolvimentos ligados à influência do centro económico luxemburguês", explicou.

Um estudo exploratório irá começar a ser feito em Moselle e no Sarre, e de seguida com as ligações entre as duas regiões. Só então Patrick Weiten e Tobias Hans irão apresentar o projeto ao Luxemburgo.

"Trata-se de capitalizar este impulso indo juntos ao encontro do Grão-Ducado do Luxemburgo, em primeiro lugar, do Ministério dos Transportes para considerar a possibilidade de traçar os contornos deste estudo. 'Mosellans' e 'sarrois' irão como um só, a fim de considerar um estudo exploratório com o Grão-Ducado".

"O estudo exploratório conjunto permitirá identificar as rotas e considerar o seu valor acrescentado em relação às ofertas inexistentes. Trata-se de empreender uma reflexão global que deve realizada em conjunto", referiu. Por enquanto, a reabilitação desta linha férrea é apenas um projeto não conseguindo Patrick Weiten adiantar uma data para a sua concretização.


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Superbus transfronteiriço é prioridade

Do lado do Luxemburgo a prioridade é a concretização do Superbus transfronteiriço com Moselle. Com este projeto do Superbus, o BHNS (bus à haut niveau de servisse) o ministro François Bausch pretende oferecer aos transfronteiriços de Moselle uma nova ligação, mais rápida e funcional entre Audun-le Tiche, sobretudo o novo bairro de Micheville, até Esch-sur-Alzette.

O primeiro objetivo é melhorar o serviço de transportes públicos na própria região de Esch-sur-Alzette. Até 2028, está previsto o Superbus chegar a Esch-Schifflange, abrangendo as urbanizações difusas das comunas de Haute Vallée de Alzette, nomeadamente o bairro 'Lentilles Terres Rouges' permitindo que um máximo de passageiros, com paragens mais próximas das suas casas, tenham acesso a este transporte que irá ter um corredor próprio, e por isso será mais rápido. Por outro lado, haverá necessidade de menos transbordos e chegará a mais destinos e polos de intercâmbio, explicou o ministério.

Só depois do projeto estar concluído no Luxemburgo é que o ministro François Bausch vai avançar para as discussões com França. "Primeiro tinha de ser desenvolvida uma solução transfronteiriça tecnicamente viável no território do Grão-Ducado e coerente com o futuro conceito multimodal do Grão-Ducado, antes de poder ser discutida com as autoridades francesas. Nos próximos meses, o conceito será aperfeiçoado em colaboração com as autoridades francesas". Em particular, o ministério deseja que Moselle dê prioridade adicional ao BHNS, bem como às infraestruturas cicláveis que podem ser ligadas à rede de ciclovias em Esch e à ciclovia 'Express' para a cidade do Luxemburgo".

Quanto à linha ferroviária Sarre-Moselle-Luxemburgo, para já, "não apresenta grande interesse" para o ministro François Bausch, como declarou ao Contacto. Várias razões foram apontadas: Do lado do Sarre, há "um potencial muito limitado de transfronteiriços em direção ao Luxemburgo, cerca de 5.000", além de que esta nova linha implica "tempos de viagem mais longos e custos de exploração significativamente mais elevados do que o autocarro expresso Luxemburgo".

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