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Morrem 1,2 milhões de pessoas por ano nas estradas do mundo
Luxemburgo 3 min. 22.11.2018 Do nosso arquivo online

Morrem 1,2 milhões de pessoas por ano nas estradas do mundo

Morrem 1,2 milhões de pessoas por ano nas estradas do mundo

Foto: Chris Karaba/Wort
Luxemburgo 3 min. 22.11.2018 Do nosso arquivo online

Morrem 1,2 milhões de pessoas por ano nas estradas do mundo

Dados foram divulgados por um estudo da Organização Mundial de Saúde.

 Imagine a catástrofe que seria a queda de dez aviões Boeing 747 por dia durante um ano – pois é o equivalente a algo deste género que acontece com vítimas nas estradas, conforme referiu Mário Alves, da Liga de Associações Estrada Viva. Um estudo da Organização Mundial de Saúde aponta que morrem 1,2 milhões de pessoas por ano nas estradas do mundo. Em França, desde 2010 que morrem por ano mais de 3.500 pessoas em acidentes nas estradas. Na Bélgica, entre 2016 e 2017 registou-se uma diminuição de 11%, passando-se de 407 para 363 vítimas mortais. Na Alemanha, as mortes ficaram também acima das três mil no ano passado, embora com descida.

Mesmo assim, um estudo que foi apresentado pela Comissão Europeia no passado mês de maio e comparava dados de 1996 com outros relativos a 2016 deixava uma perspetiva de evolução. Os números de mortes por milhão de habitantes revelavam uma tendência de descida, sobretudo em relação a Portugal que passava de 272 para 54 por milhão de habitantes.

Ainda em relação ao caso português mas já este ano, até outubro o número de vítimas situava-se nas 422, um aumento face a 2017, altura em que, somado todo o ano, morreram 602 pessoas nas estradas do país. Por outro lado, em declarações à imprensa portuguesa a propósito do Dia Mundial das Vítimas das Estradas, que se assinala todos os anos no terceiro domingo de novembro, o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, afirmou que a sinistralidade rodoviária “exerce um impacto negativo de 2,3 mil milhões de euros no país, o que equivale a 1,2% do PIB”.


ITV Weltdag vun den Stroossenaffer,AVR,Raymond Schintgen.Foto:Gerry Huberty
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Em relação ao Luxemburgo, os cálculos divulgados pela Associação de Vítimas da Estrada (AVR) apontam para um impacto de “mil milhões de euros por ano”. O álcool, a velocidade e os telemóveis são, de acordo com a associação as áreas em que devem ser adotadas medidas mais urgentes para reduzir o número de vítimas mortais nas estradas do Grão-Ducado.

A entidade revela ainda cálculos acerca da sinistralidade rodoviária no país durante a anterior legislatura. Apesar dos esforços desenvolvidos, a AVR indica que houve mais de 150 mortes, um número superior a 1.400 feridos graves e mais de cinco mil feridos ligeiros.

Questões de comportamento

Nos diversos países, os responsáveis pelas instituições que procuram travar a tendência para o aumento do número de vítimas nas estradas. “O combate à sinistralidade tem de passar sempre por uma mudança de comportamentos”, defendeu Fernando Moutinho, vice-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária perante a imprensa portuguesa. “Em 80 a 95% dos acidentes rodoviários, a responsabilidade é do comportamento do condutor. Existe uma desculpabilização. Não há a perceção de que o comportamento é essencial para reduzir a sinistralidade”, acrescentou.

Outro número bem elucidativo da loucura que acontece, há muitos anos, um pouco por todo o lado nas estradas é indicado por Mário Alves: “Desde a invenção do automóvel, morreram cerca de 60 milhões de pessoas nas estradas”. Um número que remete para as vítimas causadas pela II Guerra Mundial.

Paulo Pereira com agências


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