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Ministro dos Transportes alarga prazo de pedidos dos novos cartões Adapto
Luxemburgo 12.02.2020

Ministro dos Transportes alarga prazo de pedidos dos novos cartões Adapto

Ministro dos Transportes alarga prazo de pedidos dos novos cartões Adapto

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 12.02.2020

Ministro dos Transportes alarga prazo de pedidos dos novos cartões Adapto

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
A partir de 1 de março, os transportes públicos e o transporte para pessoas com mobilidade reduzida vão ser gratuitos no Luxemburgo.

O ministro dos Transportes e da Mobilidade, François Bausch, vai aumentar o prazo para os pedidos dos novos cartões Adapto, para pessoas com mobilidade reduzida.

Depois de vários organismos de defesa dos consumidores, dos doentes e dos idosos se terem queixado de que é "impossível", no espaço de um mês, aos mais 10 mil utentes habituais deste serviço consultar um médico que certifique a incapacidade e aceder aos formulários online, o ministro admitiu, em entrevista à RTL, que vai alargar este tempo de transição para dois meses.

A partir de 1 de março, os transportes públicos e o transporte para pessoas com mobilidade reduzida vão ser gratuitos no Luxemburgo. Os novos cartões Adapto entram em vigor nessa altura, mas com o alargamento do prazo de transição, os antigos cartões vão continuar válidos por mais dois meses, tempo para se cumprir as formalidades do novo cartão.

Até agora, cerca de 1.200 utentes já receberam o novo cartão. Segundo o ministro, a gratuitidade do serviço Adapto vai custar 12 milhões de euros aos cofres do Estado.

Além do tempo de transição, criticado pela União Luxemburguesa dos Consumidores, a associação luxemburguesa de defesa dos direitos dos doentes (Patiente Vertriedung) e a associação de apoio aos idosos (Amiperas) denunciam que os formulários estão disponíveis apenas nos sites adapto.lu e guichet.lu, quando boa parte dos idosos não tem acesso à Internet.

As duas associações criticam que a média de 15 viagens ‘ida e volta’ por mês "não é suficiente" para as pessoas com deficiência que têm filhos ou que participam ativamente em associações ou noutras coletividades.

Como forma de melhorar o serviço Adapto, defendem ainda que os transportes individuais devem continuar a ser regra e não as viagens em grupo, que podem prejudicar, por exemplo, as marcações de cada utente.


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