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Ministro dos Negócios Estrangeiros critica não ter sido informado de fecho de fronteiras alemãs
Luxemburgo 2 min. 09.04.2020 Do nosso arquivo online

Ministro dos Negócios Estrangeiros critica não ter sido informado de fecho de fronteiras alemãs

Ministro dos Negócios Estrangeiros critica não ter sido informado de fecho de fronteiras alemãs

Luxemburgo 2 min. 09.04.2020 Do nosso arquivo online

Ministro dos Negócios Estrangeiros critica não ter sido informado de fecho de fronteiras alemãs

Jean Asselborn apelou a mais solidariedade europeia e entre regiões vizinhas, avisando que se a crise durar poderá "custar-nos o euro".

 O encerramento das fronteiras causou profundo mal-estar entre as autoridades regionais alemãs e o Luxemburgo e as soluções encontradas entretanto para tentar minimizar os constrangimentos não parecem ter feito o Ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus, Jean Asselborn, esquecer os constrangimentos iniciais, segundo avança a edição desta quinta-feira, 9 de abril, do Le Quotidien. 

Mesmo com o reestabelecimento de alguns pontos de passagem, a paralisação sentida em algumas regiões fronteiriças, desde o fecho de alguns acessos, nem sempre foi feita de forma concertada entre países, como lamentou o governante, citado pelo jornal. "Não percebo porque é que os alemães fecharam a fronteira. Não fui informado, nem foi decidido por acordo". 


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O ministro dos Negócios Estrangeiros disse esperar que as fronteiras da Alemanha com o Luxemburgo reabram em breve.

 Inicialmente, as autoridades alemãs tinham planeado encerrar a fronteira com o Luxemburgo de norte a sul, mas Jean Asselborn interveio junto do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, para evitar a medida. E terá contado com um aliado importante na pressão sobre Berlim, o embaixador da Alemanha no Luxemburgo, Heinrich Kreft. 

Recorde-se que a abertura das fronteiras é estratégica para o Grão-Ducado, não só a maioria da população ativa é transfronteiriça, como cerca de 70% do pessoal do setor de saúde do Luxemburgo reside fora do país.

A influência do diplomata e os esforços do Governo grã-ducal conseguiram que fossem criados nove pontos de passagem entre Dasburg, no norte, e Schengen, no sul, numa iniciativa concertada e multilateral. "Em Vianden e Dasburg, pudemos estabelecer travessias controladas pelas alfândegas luxemburguesas, graças a uma acção conjunta entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, a nossa embaixada no Grão-Ducado e deputados da Renânia-Palatinado", referiu o embaixador. 

 "Se esta situação durar, deixará vestígios e poderá custar-nos o euro", avisa Jean Asselborn 

 Mantendo ainda um tom crítico, Jean Asselborn lembrou que tal como é preciso "uma Europa solidária" para sair da crise, também é necessário que "uma ajuda mútua na nossa região para ajudar a evacuar os casos de insuficiência respiratória do Grand Est", exemplificou.

O ministro deixou também um aviso: "Se esta situação durar, deixará vestígios e poderá custar-nos o euro". 


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Há 35 anos, os líderes europeus assinaram na pequena aldeia luxemburguesa de Schengen o acordo que estabeleceu a livre circulação de pessoas, bens e serviços no continente. Agora, há bloqueios nas estradas, controlos policiais, gente desesperada para passar de um lado para o outro. Retrato de uma Schengen sem espaço.

Entretanto, desde esta quarta-feira que ninguém pode passar as fronteiras francesas sem um atestado válido. Os trabalhadores transfronteiriços do Luxemburgo que precisem de continuar a trabalhar em França terão de ter um novo certificado. 

 Estão autorizados também a entrar em território francês aqueles que têm residência principal em França, bem como os cônjuges e filhos, estar em trânsito para se juntarem à sua família, profissionais de saúde que estejam a trabalhar em unidades ou hospitais para doentes covid-19, transportadores de mercadorias, membros da tripulação de voos de passageiros e de carga para a sua base de partida, ou membros de missão diplomática ou organização internacional.

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