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Ministro da Justiça do Luxemburgo apela a inscrição dos portugueses para votar no país
Luxemburgo 2 min. 16.02.2015 Do nosso arquivo online
Referendo

Ministro da Justiça do Luxemburgo apela a inscrição dos portugueses para votar no país

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Ministro da Justiça do Luxemburgo apela a inscrição dos portugueses para votar no país

Foto: Manuel Dias
Luxemburgo 2 min. 16.02.2015 Do nosso arquivo online
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Ministro da Justiça do Luxemburgo apela a inscrição dos portugueses para votar no país

O ministro da Justiça do Luxemburgo, o luso-descendente Félix Braz, apelou hoje à inscrição dos portugueses nos cadernos eleitorais do país, independentemente do resultado do referendo sobre o voto dos estrangeiros nas legislativas, agendado para 7 de Junho.

O ministro da Justiça do Luxemburgo, o luso-descendente Félix Braz, apelou hoje à inscrição dos portugueses nos cadernos eleitorais do país, independentemente do resultado do referendo sobre o voto dos estrangeiros nas legislativas, agendado para 7 de Junho.

"Há 20 anos que faço campanha em favor da inscrição dos estrangeiros nas listas eleitorais, e continuo com a mesma mensagem: a inscrição para as eleições autárquicas, independentemente dos resultados do referendo de 7 de Junho, é de primeira importância", disse hoje ao CONTACTO Félix Braz, no final de um encontro com o deputado do PS pela Emigração, Paulo Pisco.

O ministro comentava a reduzida percentagem de portugueses inscritos nos cadernos eleitorais para as europeias ou as autárquicas, uma das condições previstas no referendo para poder votar nas legislativas.

Segundo dados do Centro de Estudo e Formação Interculturais e Sociais (CEFIS) divulgados na última edição do CONTACTO, nas últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2011, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 12.211 portugueses, que correspondem a 19 por cento dos eleitores elegíveis nessa data.

O número de portugueses inscritos era ainda menor nas eleições europeias: em Maio de 2014, havia apenas 11 por cento registados nos cadernos eleitorais (7.812 pessoas), uma percentagem semelhante ao número de estrangeiros, segundo dados do CEFIS.

Para Félix Braz, é preciso que haja mais portugueses a votar nas eleições europeias e autárquicas, já abertas aos estrangeiros.

"Os portugueses que já participaram [nas eleições autárquicas] terão de ser mais no futuro. Quem não se inscreveu para votar não tem desculpa nem explicação, porque já 20 por cento já o fizeram, e é possível votar nas autárquicas", disse o ministro.

O luso-descendente, que não esconde ser "absolutamente" a favor do voto dos estrangeiros nas legislativas, considerou ainda "positivo" haver "uma maioria a favor da questão", segundo uma sondagem divulgada a 6 de Fevereiro, que indica que 48 por cento dos luxemburgueses são a favor do "sim" e 44 por cento contra.

"No debate público, antes de haver essa sondagem, as pessoas imaginavam que haveria 80 por cento contra [o direito de voto dos estrangeiros], e estavam enganados. Estes números são positivos", considerou o ministro, adiantando que o Governo vai apoiar uma campanha sobre o referendo que deverá arrancar dois meses antes da consulta.

O deputado socialista Paulo Pisco, que termina hoje uma visita de dois dias ao Grão-Ducado, considerou que o referendo "é uma iniciativa absolutamente pioneira em termos europeus" e apelou também à inscrição dos portugueses nos cadernos eleitorais, defendendo que a participação política "é um dos elementos mais relevantes na integração".


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